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27 junho, 2026

Atmospherica Aviation encomenda mais dois Phenom 300E à Embraer

Operadora tcheca de fretamento amplia frota com entrega prevista para 2028 e mantém estratégia de renovação contínua com idade média abaixo de dois anos e meio 

 

*LRCA Defense Consulting - 27/06/2026

A Atmospherica Aviation (AAN), operadora de fretamento comercial e privado com base no aeroporto de Praga-Václav Havel, encomendou à Embraer Executive Jets duas novas aeronaves Phenom 300E, com entrega prevista para o segundo trimestre de 2028. A informação foi divulgada pelo portal especializado ch-aviation.

Em comunicado, a empresa afirmou que as novas aeronaves vão substituir as unidades mais antigas da frota, em linha com a estratégia de renovação contínua adotada pela operadora, que prevê a troca de cada aeronave após, no máximo, seis a sete anos de uso. A meta declarada é manter a idade média da frota abaixo de dois anos e meio.

A frota atual: Phenom e Praetor
Atualmente, a Atmospherica Aviation opera cinco unidades do Phenom 300E e um Phenom 300 de geração anterior. Dois dos jatos mais novos foram fabricados em 2025; os outros três têm origem em 2021, 2022 e 2023, respectivamente.

Em entrevista exclusiva concedida à ch-aviation durante a AERO Friedrichshafen 2026, em abril, a gerente responsável pela empresa, Alice Horváth-Muška, informou que um sexto Phenom 300E, novo de fábrica, está previsto para chegar no segundo trimestre de 2027, substituindo o Phenom 300 da geração anterior. Segundo ela, essa sexta aeronave funcionará como reserva operacional, útil em situações de imobilização não programada em solo (no jargão do setor, AOG).

Além da frota de Phenom, a operadora tcheca mantém dois jatos Praetor 600, fabricados em 2024 e 2025. Essas aeronaves de porte supermédio operam sob o certificado de operador aéreo da Atmospherica Jets, uma segunda certificação obtida pela empresa em janeiro de 2026 especificamente para viabilizar aprovações operacionais não exigidas para o Phenom 300, como as relacionadas a voos transatlânticos. Horváth-Muška confirmou à ch-aviation que uma nova expansão da frota de Praetor está prevista. A empresa opera ainda, em caráter privado, um Citation Mustang utilizado para o transporte de técnicos em situações de AOG.

O Phenom 300E: líder de mercado há 14 anos
O Phenom 300E é a versão atualizada do Phenom 300, jato executivo leve lançado pela Embraer em 2009 e certificado para operação com piloto único. A atualização, certificada em março de 2020 pela ANAC, pela FAA e pela EASA, elevou a velocidade máxima de cruzeiro de Mach 0,78 para Mach 0,80 (859 km/h, ou 464 nós) e ampliou o alcance para 3.724 km (2.010 milhas náuticas) com cinco ocupantes e reservas de combustível segundo os critérios da NBAA. A aeronave é equipada com dois motores Pratt & Whitney Canada PW535E1, de 3.478 libras de empuxo cada, e tem teto operacional de 13.716 metros (45.000 pés).

Entre os diferenciais tecnológicos do modelo estão o sistema de alerta e prevenção contra saída de pista, conhecido pela sigla ROAAS e desenvolvido pela própria Embraer, além de piloto automático de aceleração (autothrottle), modo automático de descida de emergência e sistema de visão sintética, recursos que reforçam a consciência situacional em condições de baixa visibilidade. A aviônica é baseada na suíte Garmin G3000, batizada pela Embraer de Prodigy Touch Flight Deck.

Segundo dados da General Aviation Manufacturers Association (GAMA) divulgados pela Embraer em fevereiro de 2026, a família Phenom 300 segue como o jato leve mais vendido do mundo pelo 14º ano consecutivo, além de ser o bimotor a jato mais entregue globalmente pelo sexto ano seguido. Em 2025, a fabricante brasileira entregou 72 unidades da série, o maior volume anual da década, elevando a frota em operação a mais de 900 aeronaves distribuídas por 70 países, com mais de 2,9 milhões de horas de voo acumuladas.

Perfil da operadora
A Atmospherica Aviation atua no segmento de fretamento de jatos executivos a partir de Praga, com rotas concentradas na Europa e no Oriente Médio. A empresa integra o grupo CTR e mantém, segundo seu próprio material institucional, frota homogênea e relativamente jovem como diferencial competitivo frente a outras operadoras do setor de aviação executiva sob demanda.

26 junho, 2026

Imbel e KNDS assinam memorando para produzir munições de artilharia e de blindados no Brasil

Acordo foi firmado durante a Eurosatory 2026 e está ligado ao offset do Centauro II; Imbel também renovou parceria com a Safran, enquanto a KNDS vive reestruturação acionária que aproxima Alemanha e França

Registro da assinatura do memorando de entendimento entre Imbel e KNDS, durante a Eurosatory 2026
 
*LRCA Defense Consulting - 26/06/2026

A Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) e o grupo franco-alemão KNDS assinaram, em 18 de junho, durante a Eurosatory 2026, um memorando de entendimento (MoU) para cooperação no setor de munições de artilharia e de blindados. O documento prevê o estudo das condições para a transferência ao Brasil de capacidades de produção de munições de 105mm, 155mm e 120mm, com apoio da Direction Générale de l’Armement (DGA), agência francesa de aquisições de defesa. No mesmo evento, a Imbel também renovou parceria com a Safran Eletrônica & Defesa Brasil para sistemas de controle e direção de tiro de artilharia. As duas assinaturas ocorrem em paralelo a uma reestruturação acionária da própria KNDS, que prepara a entrada do governo alemão em seu capital e uma futura oferta pública inicial (IPO) nas bolsas de Frankfurt e Paris.

Dois memorandos em uma mesma feira
Os dois memorandos foram assinados em dias consecutivos da feira. Segundo nota publicada pela própria Imbel, a renovação do acordo com a Safran ocorreu na quarta-feira, 17 de junho. Já a assinatura do MoU com a KNDS, na quinta-feira, 18 de junho, foi confirmada pela Adidância de Defesa da França no Brasil, que descreveu a iniciativa como parte da relação estratégica de defesa entre os dois países. Essa mesma formulação foi posteriormente replicada em publicações institucionais da própria KNDS e da conta diplomática francesa no Brasil, o que indica um texto padronizado, acordado entre as partes, para a divulgação pública do acordo.

O documento com a KNDS foi assinado pelo diretor-presidente da Imbel, general de divisão R1 Ricardo Rodrigues Canhaci. Segundo a Imbel, a parceria busca fortalecer a cooperação industrial entre as empresas e os dois países, e estudar as condições para a transferência de capacidades de produção de munições para o Brasil.

Já a renovação com a Safran Eletrônica & Defesa Brasil, voltada à integração de sistemas de controle e direção de tiro para a Arma de Artilharia, com foco em apoio à promoção comercial e em ampliação de oportunidades no mercado internacional, foi firmada pelo CEO da Safran Eletrônica & Defesa Brasil, David Montmasson, e pelo mesmo general Canhaci. Segundo a Imbel, a cerimônia contou ainda com a presença dos diretores Comercial, de Inovação e Industrial da empresa brasileira, e do Sr. Benjamin Faget, vice-presidente de Sistemas Optrônicos da Safran Electronics & Defense.

Munições de 105mm, 155mm e 120mm
Para a Imbel, a parceria garantiria a transferência de tecnologia para a produção de munições de artilharia de 105mm e 155mm, em padrão Otan e com alcance estendido, além de munição de 120mm para carros de combate. Uma das capacidades pretendidas é a produção local, em padrão Nato/Otan, de munições dotadas da tecnologia base bleed, recurso que amplia em pelo menos um terço o alcance total do tiro.

Já para a KNDS, o acordo facilita a importação de componentes e matérias-primas do Brasil, com potencial, no longo prazo, para que munições com a marca da própria KNDS sejam fabricadas e exportadas a partir do território brasileiro. Entre os produtos do portfólio da empresa citados como referência estão a munição de 155mm de alcance estendido LU 211 BB e a nova munição cinética de 120mm SHARD.

O acordo visa tanto o mercado interno (Exército Brasileiro e Corpo de Fuzileiros Navais) quanto os mercados de exportação, que atualmente registram forte demanda por munições de artilharia modernas. Um dos antecedentes que pavimentaram a assinatura foi a inauguração, em 10 de julho de 2025, na unidade de Juiz de Fora (MG), de uma nova planta de carregamento de munições pesadas com maquinário atualizado, uma das cinco fábricas que compõem a estrutura da Imbel. A data precisa da inauguração é confirmada pelo próprio site institucional da Imbel; reportagens de terceiros chegaram a situar o episódio em setembro de 2025.

O nexo com o offset do Centauro II
A munição de 120mm para uso no blindado Centauro II é resultado do offset (compensação industrial) acordado após a aquisição da viatura blindada de combate de cavalaria média sobre rodas (VBC Cav) 8x8. Em um primeiro momento, devem ser incluídas munições de treinamento dos tipos HEAT-T e HESH-T, respectivamente, alto explosivo de carga oca e alto explosivo de carga moldada, ambas traçantes.

Chama atenção a cronologia do processo: o Exército Brasileiro ainda não assinou o contrato de aquisição do primeiro lote de blindados 8x8, estimado em sete exemplares, mas já trabalha para receber o offset da munição de 120mm. Atualmente, a Força opera apenas as duas unidades do lote de avaliação, entregues entre agosto e setembro de 2024. A previsão é de uma aquisição total de até 98 exemplares, com entregas planejadas entre 2028 e 2033.

Uma parceria renovada, outra inédita
Diferentemente do memorando com a KNDS, descrito pelas partes como uma nova etapa de cooperação, o MoU entre Imbel e Safran é a renovação de uma parceria de longa data. Há registro de memorandos anteriores entre as duas empresas firmados em 2017 e em dezembro de 2020, este último também assinado por David Montmasson, então diretor-geral da Safran Eletrônica & Defesa Brasil.

A relação foi novamente renovada em dezembro de 2024, durante a 8ª Mostra BID Brasil, com a assinatura dos mesmos representantes que voltaram a firmar o acordo na Eurosatory 2026: Montmasson e o general Canhaci. Entre os resultados já colhidos dessa cooperação está a integração do sistema Gênesis de artilharia, da Imbel, a sensores e equipamentos óticos e inerciais da Safran, usada inclusive em viaturas blindadas Guarani e Cascavel.

IMBEL e Safran

Confirmações institucionais convergentes
A assinatura do MoU com a KNDS foi confirmada, com o mesmo texto padronizado, em pelo menos três canais distintos: a conta institucional da Adidância de Defesa da França no Brasil no Instagram, a página da KNDS France no LinkedIn e a cobertura jornalística especializada. Em sua publicação, a KNDS descreveu o acordo como mais uma ilustração de seu compromisso em construir parcerias de longo prazo com aliados e parceiros estratégicos, enquadrando a cooperação brasileira dentro de uma estratégia global da companhia.

Até a conclusão desta reportagem, o site institucional da Imbel havia publicado nota própria e detalhada sobre a renovação com a Safran, mas nenhuma nota equivalente sobre o conteúdo técnico do MoU com a KNDS. A própria KNDS também não havia detalhado o acordo em seus canais corporativos além da publicação padronizada no LinkedIn, o que reforça o caráter ainda preliminar do memorando, que tem natureza de intenção, não de contrato vinculante.

O pano de fundo: a reestruturação acionária da KNDS
O MoU com a Imbel foi assinado num momento de transformação societária da própria KNDS. Em 22 de junho, os governos da Alemanha e da França anunciaram acordo para que Berlim adquira uma participação de 40% na empresa, hoje detida em 50% pelo Estado francês e em 50% pela família alemã controladora da antiga Krauss-Maffei Wegmann (KMW), cuja saída planejada abriu espaço para a entrada do governo alemão.

Segundo apurou a agência Reuters, a operação avalia a KNDS entre 15 bilhões e 18 bilhões de euros, e a Alemanha também busca obter uma “ação de ouro” na unidade alemã da empresa, o que lhe daria influência ampliada sobre decisões de pessoal e estratégicas, garantindo equilíbrio de poder entre Paris e Berlim. O acordo abre caminho para uma oferta pública inicial (IPO) nas bolsas de Frankfurt e Paris, na qual, segundo o CEO da KNDS, Jean-Paul Alary, os acionistas privados venderão 20% do capital, enquanto os Estados francês e alemão deterão 40% cada um.

A movimentação ocorre poucos dias depois de Berlim e Paris cancelarem oficialmente o programa conjunto do caça de nova geração FCAS, por divergências sobre divisão de trabalho e propriedade intelectual entre as empresas dos dois países. O contraste é relevante: enquanto um programa bilateral de defesa colapsa, a cooperação industrial entre os dois países se reorganiza por outra via, a da própria estrutura acionária da KNDS, que se posiciona como uma das principais referências globais do setor de defesa terrestre.

Notas da editoria
O memorando de entendimento entre Imbel e KNDS é, por definição, um instrumento não vinculante. As próprias partes descrevem o objetivo como “estudar as condições” para a transferência de capacidades de produção, não como o início efetivo dessa transferência. Esta editoria tratará eventuais avanços contratuais, prazos e valores como fatos novos, a serem apurados separadamente.

A reestruturação acionária da KNDS é um processo institucional em andamento, sem relação contratual direta com o MoU brasileiro; sua menção tem caráter de contexto, para situar o momento em que a cooperação com o Brasil foi firmada.

Avibras Aeroco adia cerimônia de reinauguração a pedido da Presidência da República

Mudança de data, perto da inauguração marcada para 2 de julho em Jacareí (SP), abre espaço para hipóteses sobre aporte federal e calendário eleitoral  

Renderização sobre imagem real, apenas para fins ilustrativos

*LRCA Defense Consulting - 26/06/2026

A Avibras Aeroco comunicou a convidados, nesta quarta-feira (24), que a cerimônia de inauguração de suas operações industriais, em Jacareí (SP), prevista para o dia 2 de julho, teve sua data alterada. Os convites para o evento, que marcaria simbolicamente a retomada plena da empresa após a crise que paralisou suas atividades entre 2022 e 2026, haviam sido expedidos em meados de junho.

A reprogramação a cerca de uma semana do evento original não é trivial. Para convidados de fora de São Paulo, sobretudo representantes militares, autoridades de outros estados e eventuais delegações internacionais, a mudança implica rever deslocamento e estadia já planejados, um transtorno que, em geral, só se justifica por um motivo de peso suficiente para compensar o custo logístico imposto. 

A presença confirmada de uma autoridade do escalão presidencial tende a produzir, ainda, um efeito cascata: por protocolo, eleva o nível de representação esperado de ministros, comandantes das Forças Armadas e lideranças locais, cuja ausência se tornaria, ela mesma, um sinal político. Em outro ângulo, por interesse político e empresarial, atrai parlamentares ligados (ou não) ao tema, bem como fornecedores e parceiros industriais que veem na cerimônia uma vitrine de recuperação econômica e de soberania da Base Industrial de Defesa, além de uma oportunidade para estabelecer ou estreitar relacionamentos. Em outras palavras, a confirmação de autoridades de alto escalão não apenas acrescenta um ou mais nomes à lista de presenças, mas redimensiona o evento como um todo. 

A inauguração já era aguardada pelo setor. Em reportagem publicada em 23 de junho, a GBN Defense, editada por Ângelo Nicolaci, destacou o evento como um marco que ultrapassaria o significado de uma simples abertura de unidade fabril, representando a continuidade de uma capacidade tecnológica historicamente associada à soberania da Base Industrial de Defesa brasileira.

O motivo oficial
Segundo comunicado enviado aos convidados, a reprogramação atende a um pedido da Presidência da República e visa permitir a participação de autoridades do Governo Federal que manifestaram interesse em prestigiar o que a empresa descreve como um marco para si própria e para a Base Industrial de Defesa. Ainda conforme o texto, a nova data está em definição e será informada após o ajuste das agendas envolvidas.

A Avibras Aeroco nasceu oficialmente no fim de abril, herdando o portfólio tecnológico e os contratos estratégicos da histórica Avibras Indústria Aeroespacial, então havia quatro anos em recuperação judicial. A retomada teve como pilar um aporte privado de R$ 300 milhões, liderado pelo empresário Joesley Batista, do grupo J&F. A segunda etapa do financiamento previsto no plano original (outros R$ 300 milhões em recursos públicos que poderiam vir da Finep, do BNDES ou do PAC) segue sem confirmação pública.

Hipóteses em apuração
Nenhuma das hipóteses a seguir foi confirmada por fontes oficiais do governo ou da empresa. Elas são apresentadas como leitura preliminar sobre os possíveis motivos, concomitantes ou não, que teriam levado à mudança de data.

- Aporte público federal
A reprogramação poderia estar relacionada à possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar, na nova data, a liberação do aporte público previsto desde o início do plano de reestruturação e que, segundo representantes da própria empresa, ainda não havia sido destravado pela Finep até dezembro de 2025. O tema é politicamente sensível: o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região cobra o Governo Federal desde 2022 e já contrastou publicamente a falta de sinalização à Avibras com financiamentos bilionários liberados à Embraer no mesmo período.

- Capitalização política em ano eleitoral
A segunda hipótese, que poderia ser concomitante à primeira, é de natureza eleitoral. 2026 é ano de eleição presidencial, e a presença de Lula em um evento que simboliza o desfecho de uma crise histórica (mais de 1.280 dias de greve, milhares de empregos preservados, retomada de um ativo industrial cobiçado por grupos estrangeiros) reuniria elementos típicos de capitalização política: recuperação de empresa estratégica, geração de empregos qualificados e discurso de soberania nacional, este último já presente em falas de parlamentares ligados ao tema, como o deputado Guilherme Boulos.

Um indício recente reforça essa leitura. Nesta sexta-feira (26), dois dias após o comunicado de adiamento, o presidente Lula afirmou, durante o lançamento e batismo da fragata Cunha Moreira, em Itajaí (SC), que vai incluir a defesa nacional em seu programa de governo pela primeira vez, como forma de assumir compromisso público sobre que tipo de defesa o país deve ter. Na ocasião, defendeu um projeto estratégico para o setor, com planejamento de longo prazo e recursos assegurados, e disse que a área passa a integrar suas prioridades de governo ao lado de educação, saúde, transição energética e inteligência artificial. 

O ministro da Defesa, José Múcio, reforçou a narrativa ao afirmar que nunca se investiu tanto no setor quanto na atual gestão. A fala não trata da Avibras Aeroco diretamente, mas confirma que o Planalto está, neste exato momento, elevando deliberadamente o status político da Base Industrial de Defesa, o que é compatível com a hipótese de que o adiamento da cerimônia em Jacareí busque, entre outros motivos, uma vitrine de maior alcance para esse mesmo discurso. 

O comunicado da Avibras Aeroco menciona apenas o pedido de reprogramação por parte da Presidência da República, sem detalhar a agenda ou a relação de autoridades e nem antecipar eventuais anúncios. A nova data da cerimônia ainda não foi divulgada.

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