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15 julho, 2026

Guardião Cibernético 2026: exercício reunirá mais de 240 organizações no maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul

Coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, o EGC 2026 terá sede em Brasília e hubs regionais em seis capitais, entre 21 e 25 de setembro



*LRCA Defense Consulting - 14/07/2026

O Exército Brasileiro, por meio do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), confirmou a realização do Exercício Guardião Cibernético 2026 (EGC 2026), considerado o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul. A atividade está marcada para o período de 21 a 25 de setembro e deve reunir cerca de 240 organizações, entre Forças Armadas, órgãos governamentais, agências reguladoras, instituições de ensino e operadores de setores estratégicos como energia, água, telecomunicações e finanças.

O exercício simula ataques cibernéticos em larga escala contra infraestruturas críticas nacionais, com o objetivo de testar e fortalecer a capacidade de resposta do País diante de ameaças digitais. A programação combina duas frentes: simulações de gestão de crise voltadas a lideranças e tomadores de decisão, que reproduzem cenários de coordenação política e institucional sob pressão; e treinamentos técnicos práticos, destinados a equipes operacionais especializadas na contenção de ataques e no restabelecimento de sistemas.

A edição de 2026 terá Brasília como sede principal e contará com hubs regionais em Manaus, Belém, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, ampliação que busca dar maior capilaridade às atividades do exercício em diferentes regiões do País. O modelo descentralizado é apontado pelo ComDCiber como uma das principais ferramentas de integração entre o Ministério da Defesa e o ecossistema de inovação, empresas e instituições que atuam com segurança da informação.

Parceria Exército e CESAR/CISSA

O hub de Recife e o papel do CESAR
Um dos destaques da edição de 2026 é a confirmação do CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) como um dos hubs regionais do exercício, em solenidade realizada em 2 de julho. A escolha reforça o protagonismo da capital pernambucana e do CISSA, Centro de Competência Embrapii em Segurança Cibernética operado pelo CESAR, no ecossistema nacional de segurança digital.

O CISSA é, segundo o CESAR, o único Centro de Competência em Cibersegurança credenciado pela Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) no País, credenciamento obtido em 2024. A instituição atua em quatro frentes principais: pesquisa, capacitação de talentos, aceleração de startups (ventures) e conexão entre empresas, governo e instituições de ensino e pesquisa, com linhas de investigação que vão de gestão de identidade e acesso e proteção e privacidade de dados a inteligência de ameaças cibernéticas e aspectos legais, éticos e comportamentais da segurança digital. Entre os parceiros institucionais do centro estão o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), além de um conselho consultivo formado por representantes do CESAR, da Embrapii, do MCTI, da Febraban e do Google.

"O CESAR é uma referência aqui na região e é uma forma que as Forças encontraram de estar mais próximas da indústria, dos serviços e do comércio no Nordeste. Nós trouxemos o Exercício Guardião para diversas regiões do país e, aqui em Recife, o CESAR foi uma escolha natural nesse processo de aproximação com os serviços e as indústrias da região", afirmou o general de divisão Jacy Barbosa Junior, comandante cibernético do Exército.

"Estar entre os anfitriões participantes do Guardião Cibernético é o reconhecimento de um trabalho que o CESAR vem construindo e um marco para o CISSA. Coloca Recife no centro de um dos maiores exercícios de defesa cibernética do mundo e reforça o papel do CISSA nesse campo", avaliou Georgia Barbosa, gerente executiva do CISSA.

Uma trajetória de expansão desde 2018
O Guardião Cibernético é realizado anualmente pelo ComDCiber desde 2018 e vem ampliando escopo, número de participantes e complexidade a cada edição. Inicialmente concentrado em setores como o financeiro e o nuclear, o exercício passou a incorporar progressivamente novas instituições e cenários. Na edição 3.0, em outubro de 2021, participaram 350 pessoas de 58 organizações públicas e privadas; entre as empresas do setor de defesa, a Atech (grupo Embraer) e a Avibras já disponibilizavam, à época, sistemas simulados de defesa aérea para reproduzir cenários de características militares, em modelo inspirado no exercício Locked Shields, promovido pela OTAN na Estônia.

A edição 4.0, realizada em agosto de 2022, teve o edital de chamamento público publicado no Diário Oficial da União em janeiro daquele ano. Já a edição 6.0, entre 14 e 18 de outubro de 2024, ocorreu simultaneamente na Escola Superior de Defesa, em Brasília, e no Comando da 2ª Divisão de Exército, em São Paulo. Segundo dados divulgados pelo próprio ComDCiber, a edição de 2023 havia reunido mais de 700 participantes e 100 organizações, patamar hoje superado pelas quase 240 organizações previstas para o EGC 2026.

Não há, até o momento, uniformidade na nomenclatura numérica adotada nas divulgações oficiais: enquanto notas de imprensa recentes do próprio ComDCiber, como a que registrou a visita técnica ao Comando Militar da Amazônia em março de 2026, se referem ao exercício como Guardião Cibernético 8.0 (EGC 8.0), o material de divulgação institucional mais recente, vinculado à confirmação dos hubs regionais, adota a denominação Guardião Cibernético 2026 (EGC 2026). A divergência é editorial e não afeta o conteúdo do exercício, mas fica registrada como ponto de atenção para cobertura futura.

Relevância para a base industrial de defesa
Para além do treinamento de resposta a incidentes, o ComDCiber tem associado o Guardião Cibernético ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) e à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação de produtos de defesa. O exercício também é apresentado pelo Exército como instrumento de cooperação internacional, em um contexto no qual o Comando de Defesa Cibernética passou, em 2026, a integrar formalmente inteligência artificial ao escopo de suas atribuições, com a renomeação do antigo Programa de Defesa Cibernética para "IA e Defesa Cibernética".

O acordo entre o Exército e o CESAR, e de forma mais ampla a realização do EGC 2026, ganha relevância em um momento de aumento global na frequência e na sofisticação de ataques a infraestruturas críticas como energia, água, telecomunicações e sistema financeiro. Segundo o próprio ComDCiber, a combinação entre a capacidade de coordenação e inteligência das Forças Armadas e a expertise técnica e científica de centros como o CISSA amplia a capacidade do País de antecipar, simular e responder a esses cenários, ao mesmo tempo em que fortalece a formação de talentos e a geração de conhecimento aplicado na área.

Quando a riqueza deixa de ser bênção e passa a ser vulnerabilidade


*Luiz Alberto Cureau Jr. - 15/07/2026

O mundo vive uma mudança silenciosa, mas profunda. Grandes potências já não escondem que rotas marítimas, minerais estratégicos, energia e recursos naturais passaram a ser tratados como ativos de segurança nacional. A lógica é simples, quem garante a segurança, influencia o comércio, quem controla recursos críticos, amplia seu poder geopolítico. Foi assim com uma declaração de um líder mundial com relação ao estreito mais importante para a rota do petróleo. E tem sido assim com outras declarações de líderes mundiais. 

Nesse cenário, onde está o Brasil?
Somos detentores da maior floresta tropical do planeta, de cerca de 12% da água doce superficial disponível, de uma das maiores biodiversidades do mundo, de extensas reservas de petróleo offshore, da Amazônia Azul e de minerais estratégicos indispensáveis à economia do século XXI, como terras raras, nióbio, grafeno e lítio.

Essas riquezas são motivo de orgulho, mas também despertam interesses.

Ao longo da história, recursos estratégicos sempre atraíram disputas. A diferença é que, no século XXI, elas raramente começam com tropas cruzando fronteiras. Iniciam-se por pressões econômicas, dependência tecnológica, influência política, controle de cadeias logísticas, sanções, disputas regulatórias e operações no espaço cibernético.

Isso significa que o Brasil sofrerá uma invasão militar? Provavelmente não.

Mas seria igualmente ingênuo acreditar que, em um mundo onde algumas nações já se atribuem o papel de garantir a segurança de rotas comerciais internacionais ou de proteger interesses considerados globais, recursos como a Amazônia, a água doce e os minerais críticos permanecerão para sempre fora do centro das disputas geopolíticas.

Quanto mais escassos esses ativos se tornarem, maior será seu valor estratégico.

É justamente por isso que defesa nacional não pode ser vista como gasto. Ela é um instrumento de soberania. Diplomacia respeitada, inteligência eficiente, tecnologia, indústria de defesa robusta e Forças Armadas modernas formam um único sistema de dissuasão.

A história demonstra que países fortes negociam de igual para igual. Países vulneráveis acabam tendo suas escolhas condicionadas pelos interesses de outros.

O Brasil é um país pacífico, e isso deve continuar sendo uma de suas maiores virtudes. Mas paz não é sinônimo de fragilidade. Paz se preserva com credibilidade e dissuasão.

A pergunta que deveríamos fazer não é se nossas riquezas despertarão interesses internacionais. Isso já acontece.

A verdadeira questão é outra, quando esses interesses se intensificarem, teremos capacidade política, tecnológica, industrial e militar suficiente para garantir que o futuro da Amazônia, da nossa água, dos nossos minerais estratégicos e da nossa soberania continue sendo decidido apenas pelos brasileiros? 

 

*Luiz Alberto Cureau Jr. é General de Brigada R/1 (Veterano) do Exército Brasileiro, Doutor em Ciências Militares e Bacharel em Educação Física pela Escola de Educação Física do Exército. Foi comandante do 19º Batalhão de Infantaria Motorizado, comandante do Centro de Capacitação Física do Exército, comandante da 6ª Brigada de Infantaria Blindada e, atualmente, é consultor de Defesa e Clima na Segura.  

14 julho, 2026

Petro determina avanço da compra de dois KC-390 da Embraer para a Colômbia

Ordem presidencial busca acelerar a substituição dos C-130H Hercules na Força Aeroespacial Colombiana, em meio a debate sobre sistemas de origem israelense embarcados na aeronave brasileira


*LRCA Defense Consulting - 14/07/2026

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, teria determinado o encerramento do processo de aquisição de dois aviões de transporte tático Embraer KC-390 Millennium para a Força Aeroespacial Colombiana (FAC), segundo informação divulgada nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, pelo portal espanhol Infodefensa, assinada pelo jornalista Erich Saumeth. A decisão acelera um processo que ainda envolvia a comparação técnica com outras duas plataformas disputadas no mercado internacional: o C-130J Super Hercules, da Lockheed Martin, e o A400M Atlas, da Airbus.

A orientação de Petro não é isolada. Já em 30 de março de 2026, o presidente colombiano havia ordenado formalmente, em Conselho de Ministros, o início do processo de compra das duas aeronaves brasileiras, segundo apurou à época o próprio Infodefensa. Naquele momento, a razão apontada pelo portal era o interesse do mandatário em reforçar uma aliança de defesa aérea com o Brasil, a partir de conversas e compromissos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova orientação, agora, teria como objetivo fechar definitivamente o negócio.

A urgência da renovação da frota de transporte colombiana cresceu depois do acidente registrado em março de 2026 com um C-130H Hercules da FAC, que caiu pouco depois de decolar de Puerto Leguízamo, no departamento de Putumayo, durante uma missão de transporte de militares, deixando dezenas de mortos e feridos. O episódio expôs o desgaste de uma frota que serve à Colômbia há décadas em missões logísticas exigentes, sobre uma geografia marcada pela Cordilheira dos Andes, extensas áreas amazônicas e regiões com infraestrutura aeroportuária limitada.

É nesse cenário que o KC-390 Millennium apresenta parte de seu apelo comercial. Desenvolvido pela Embraer, o bimotor a jato pode transportar até 26 toneladas de carga, atingir velocidades de cruzeiro próximas de 470 nós e operar em pistas curtas, não pavimentadas ou pouco preparadas, características relevantes para o teatro operacional colombiano. A aeronave também está apta a realizar reabastecimento em voo, evacuação aeromédica, busca e salvamento, apoio humanitário e combate a incêndios.

O impasse dos sistemas israelenses
A possível aquisição, no entanto, esbarra em uma questão política sensível para o governo Petro. Segundo o Infodefensa, determinadas configurações do KC-390 incorporam sistemas desenvolvidos pela indústria israelense, entre eles o sistema de missão da aeronave, criado pela Elbit Systems por meio de sua subsidiária brasileira AEL Sistemas, responsável por elementos críticos da cabine, incluindo os sistemas de visualização e o Head-Up Display (HUD). A configuração da aeronave também pode integrar suítes de autoproteção e guerra eletrônica de origem israelense, entre elas sistemas Dircm (Directional Infrared Countermeasures), dispensadores de contramedidas (CMDS) e pods de guerra eletrônica ativa (AECM).

O tema ganha relevância porque o próprio Petro já havia restringido, em decisões anteriores de seu governo, a aquisição de equipamentos, sistemas ou armamentos de origem israelense ou que incorporem componentes fabricados naquele país. Ainda não está claro, segundo as fontes consultadas, como essa política seria aplicada à configuração específica destinada à Colômbia, tampouco se determinados sistemas poderiam ser substituídos por equipamentos de outros fornecedores.

Peça de um rearmamento mais amplo
A eventual chegada do KC-390 se insere em uma renovação mais ampla da aviação militar colombiana. O País, além da negociação em curso com a Embraer, avança na aquisição de 17 caças Gripen E/F, da sueca Saab, para substituir os veteranos Kfir, de origem israelense, ampliando a participação das indústrias aeronáuticas brasileira e sueca na modernização das capacidades aéreas da FAC. Analistas do setor observam que o KC-390 é compatível com as operações dos Gripen, sobretudo para o reabastecimento em voo, o que facilitaria a integração da nova frota de combate colombiana.

Caso o contrato seja formalizado, a Colômbia se tornará mais um operador internacional do C-390 Millennium, aeronave que já conquistou clientes como Portugal, Hungria, Países Baixos, Áustria, República Tcheca, Coreia do Sul, Suécia, Eslováquia, Emirados Árabes Unidos e Uzbequistão, além do Brasil. O mesmo movimento de renovação de frotas de transporte tático move outros países da região, caso do Chile, cujo presidente José Antonio Kast já sinalizou publicamente interesse pela aeronave, e de Marrocos, cuja negociação avançada prevê a compra de cinco unidades em um contrato estimado em mais de US$ 600 milhões.

Até o momento, não foi anunciado publicamente um contrato definitivo entre o governo colombiano e a Embraer para as duas aeronaves. A orientação de Petro para avançar com o processo ainda deve envolver negociações comerciais, a definição da configuração dos aviões, o pacote logístico, o treinamento de tripulações e equipes de manutenção, além do cronograma de entregas.

UAVI entra na defesa e testa drone alvo aéreo com míssil MAX 1.2 AC da SIATT no CAEx

Empresa que nasceu no combate a incêndios leva ao Exército uma plataforma não tripulada capaz de rebocar alvos aéreos, testada em conjunto com a SIATT na Restinga da Marambaia


*LRCA Defense Consulting - 14/07/2026

A UAVI, empresa brasileira sediada no Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (SP) e até então conhecida por seus drones de combate a incêndio (UAVI 100 e UAVI 50 BS), apresentou oficialmente suas soluções ao ambiente de defesa nesta semana, no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), na Restinga da Marambaia (RJ). A empresa descreveu o momento como o início de uma nova fase, afirmando que a mesma engenharia usada para proteger vidas contra incêndios florestais e urbanos passa agora a ser aplicada a demandas das Forças Armadas.

Um alvo com propósito
No mesmo dia da apresentação, a UAVI participou de um teste controlado com a SIATT, empresa brasileira de mísseis integrante do Grupo EDGE. Segundo a divulgação da própria UAVI, um drone de grande porte, desenvolvido especificamente como alvo aéreo, foi utilizado para validar um sistema de defesa em cenário realista.

Imagens do teste mostram que o drone-alvo não é, ele próprio, o alvo a ser engajado. Trata-se de um multirrotor de grande porte que reboca, por meio de uma estrutura piramidal de hastes, um painel têxtil no clássico padrão quadriculado, em preto e branco, usado como referência óptica para calibração de mira e guiamento. O conceito reproduz, de forma não tripulada, o tradicional alvo rebocado, historicamente arrastado por aeronaves tripuladas presas a um cabo.

 
Por que um alvo aéreo para um míssil anticarro
O sistema testado é o míssil anticarro MAX 1.2 AC, da SIATT, de guiamento óptico do tipo beam-riding, com alcance superior a 2.000 metros. Embora sua missão principal seja contra veículos blindados, a própria SIATT já divulgou que o MAX 1.2 AC é capaz de engajar outros tipos de alvo, incluindo posições fortificadas, depósitos logísticos, embarcações fluviais e helicópteros voando em baixa altitude.

O teste no CAEx parece se inserir justamente nessa capacidade secundária de engajamento de alvos aéreos lentos. Até o momento, não há confirmação de que ele configure uma variante dedicada de defesa antidrone do sistema, hipótese que segue em aberto e deve ser tratada com cautela.

Para quê serve o teste
Para a UAVI, a iniciativa marca a estreia da empresa no fornecimento de plataformas aéreas não tripuladas ao setor de defesa, com potencial para reduzir o risco humano numa função tradicionalmente desempenhada por aeronaves tripuladas, a de rebocar alvos para testes de tiro real. Para a SIATT, o teste contribui para a validação contínua do MAX 1.2 AC, míssil já em produção seriada e adotado tanto pelo Exército Brasileiro quanto pelo Corpo de Fuzileiros Navais.

O teste ocorre em meio a uma intensa agenda de avaliações de sistemas não tripulados no CAEx, instalação que também sediou, entre 22 de junho e 3 de julho, a pré-qualificação de drones lançadores de munição e de sistemas de munições remotamente pilotadas apresentados por empresas da Base Industrial de Defesa do País.

CBC leva coleção dos 100 anos e ações inéditas para a Shot Fair Brasil 2026

Empresa estreia loja oficial e balcão de pós-venda no evento, além de dois encontros exclusivos para clientes e parceiros, no Distrito Anhembi, em São Paulo

Coleção 100 Anos CBC

*LRCA Defense Consulting - 14/07/2026

A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) chega à Shot Fair Brasil 2026, que ocorre de 15 a 18 de julho no Distrito Anhembi, em São Paulo, com uma participação estruturada em torno de três frentes: o lançamento de uma coleção comemorativa pelos 100 anos da empresa, a estreia de uma loja oficial dentro do pavilhão e um balcão dedicado de pós-venda. A companhia também organiza dois eventos paralelos voltados a lojistas e parceiros comerciais, o Tactical Summit e o Prime Dinner, realizados nos dias que antecedem a abertura da feira ao público geral.

A sexta edição da Shot Fair Brasil, organizada sob o tema "Conectando propósitos", reúne cerca de 300 marcas em 19.250 metros quadrados de área expositiva no Distrito Anhembi, consolidando-se como o maior evento multissetorial da América Latina nos segmentos de tiro esportivo, caça, aventura e universo outdoor. O primeiro dia da feira, 15 de julho, é reservado exclusivamente a lojistas e expositores, enquanto o público geral tem acesso a partir da tarde de 16 de julho.

Rio Grande .357 Magnum

Centenário motiva coleção de edição limitada
Fundada em 1926 em Ribeirão Pires, no interior paulista, a CBC completa 100 anos em 2026 e usa a Shot Fair Brasil para apresentar ao mercado a Coleção 100 Anos CBC. A linha reúne três modelos de armas de fogo, cada um limitado a 100 unidades: a carabina Rio Grande .357 Magnum, com coronha em burl de imbuia; e os rifles Ranger .308 Win e 8122 .22 LR, com coronha na raiz da imbuia. As três peças trazem gatilho banhado em prata, cano com acabamento PVD Gold (Physical Vapor Deposition), selo exclusivo do centenário, case de couro, moeda comemorativa e certificado de exclusividade.

Entre os demais lançamentos apresentados na feira estão uma versão em polímero da Rio Grande .357 Magnum, com cano forjado a frio e sistema Lever action; um lote especial dos rifles Rio Bravo .22 LR e Pump Action .22 LR com acabamentos em Cerakote nas cores tungstênio, dourado e envelhecido; as novas carabinas de pressão PCP Urban 9 e Urban 10, com sistema de ar pré-carregado nos calibres 5,5 mm e 6,35 mm; e as carabinas de pressão AG12, AG14 e AG15, voltadas ao público que busca custo-benefício. 

Na linha de munições Hunting, a empresa apresenta um novo projétil expansivo com formato Boat Tail de 180 gr, no calibre .308 Win, desenvolvido para tiros a médias e longas distâncias. A CBC também expõe produtos em desenvolvimento, como um rifle Ranger no calibre .22 LR e um semiautomático com carregador rotativo no mesmo calibre, além da carabina de pressão Vegas, prevista para chegar ao mercado no terceiro trimestre de 2026. As embalagens dos calibres .22 LR, .308 Win, 9 mm, .357 Magnum e 12 também ganham versão comemorativa dos 100 anos.

Carabinas de pressão AG12 e AG15

Rifles CBC Rio Bravo .22 LR e o modelo Pump Action .22 LR

Programa de relacionamento premia lojistas
Durante a feira, o Programa de Relacionamento com Lojistas (PRLO) da CBC promove homenagens a parceiros comerciais. A empresa entrega placas de reconhecimento aos três lojistas com melhor desempenho e troféus ao Top 10 CBC Partners na categoria Varejo, com base nos resultados de 2025 e do primeiro semestre de 2026. O momento também marca a divulgação da Academia CBC, novo benefício de capacitação restrito aos lojistas das categorias Platinum e Black do programa.

Loja oficial e pós-venda chegam ao pavilhão
Pela primeira vez, a Shot Fair Brasil recebe a CBC Store, com mais de 30 itens promocionais oficiais à venda no estande I02, restritos ao estoque disponível durante o evento, sem reserva de vestuário para prova ou troca no local nem possibilidade de encomenda posterior. Já a aquisição de carabinas de pressão segue fluxo próprio: a venda é feita apenas pelo portal oficial da CBC, mediante cadastro do comprador, com entrega no endereço informado.

No estande E02, o setor de pós-venda da CBC mantém pela primeira vez um balcão exclusivo de atendimento na feira, voltado a dúvidas, orientações técnicas e informações sobre assistência técnica dos produtos da marca. Em paralelo, a equipe da companhia conduz reuniões com representantes de assistências técnicas já credenciadas e orienta empresas interessadas em ingressar na rede autorizada.

Embalagens: munições .22 LR, .308 Win, 9 mm, .357 Magnum e os cartuchos calibre 12 em edição comemorativa

Munições Hunting: a novidade são os novos projéteis com formato Boat Tail 180gr no calibre .308 Win

Tactical Summit e Prime Dinner reúnem setor fora do pavilhão
Além da presença no pavilhão, a CBC organiza dois eventos exclusivos, por convite, para ampliar o relacionamento com o setor. O Tactical Summit ocorre em 14 de julho, véspera da abertura da feira, no Expo Center Norte, na Vila Guilherme, em São Paulo, reunindo cerca de 350 lojistas para discutir gestão financeira, mix de produtos e estratégias comerciais. Está confirmada a presença do delegado da Polícia Federal em São Paulo e chefe da Delegacia de Repressão a Crimes de Armas, Munições e Explosivos (DELEAG), Diógenes Perez de Souza.

No dia 15 de julho, primeiro dia da feira, acontece o Prime Dinner, no espaço Le Sampah, dentro do Distrito Anhembi, com público estimado de 450 convidados entre clientes, parceiros estratégicos e lideranças do setor. O objetivo declarado do jantar é consolidar o networking e celebrar a união do mercado.

Serviço
Shot Fair Brasil 2026. Distrito Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo/SP). Estandes CBC: E02 (CBC) e I02 (CBC Store).

15 de julho (quarta-feira): das 10h às 20h, dia exclusivo para lojistas.

16 e 17 de julho (quinta e sexta-feira): das 10h às 13h, exclusivo para lojistas; das 13h às 20h, público geral.

18 de julho (sábado): das 10h às 18h, público geral.

Mais informações em shotfairbrasil.com.br. Sobre os eventos paralelos, o Tactical Summit ocorre em 14 de julho, no Expo Center Norte, e o Prime Dinner em 15 de julho, no espaço Le Sampah, ambos exclusivos para convidados.

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