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22 julho, 2026

Embraer confirma parceria com a Northrop Grumman para dotar o KC-390 de boom de reabastecimento

Nota publicada nesta quarta-feira no LinkedIn reafirma acordo assinado em fevereiro para evolução do KC-390 Millennium rumo a capacidades avançadas de reabastecimento em voo, com foco na Força Aérea dos Estados Unidos e em nações aliadas  


*LRCA Defense Consulting - 23/07/2026

A Embraer publicou nesta quarta-feira, no LinkedIn, uma nota confirmando a parceria estratégica firmada com a Northrop Grumman para o desenvolvimento conjunto de capacidades de mobilidade aérea avançada aplicadas ao KC-390 Millennium, cargueiro tático multimissão fabricado pela empresa brasileira. Segundo a nota, o objetivo é evoluir a aeronave para oferecer capacidades avançadas de reabastecimento em voo aos Estados Unidos e a nações aliadas.

O que prevê o acordo
As principais características anunciadas incluem um boom de reabastecimento aéreo autônomo e avançado, comunicações aprimoradas, maior consciência situacional e novas opções de sobrevivência, além de sistemas de missão adaptáveis. De acordo com a Embraer, essas melhorias devem ampliar a gama de aeronaves atendidas pelas operações de reabastecimento do KC-390 e expandir seu escopo de missão em diferentes ambientes operacionais.

Hoje, o KC-390 realiza reabastecimento em voo pelo sistema de mangueira e cesta (probe and drogue), operado por meio de pods instalados sob as asas. A adoção de um boom, lança rígida controlada por operador, amplia a compatibilidade da aeronave com caças e outras plataformas equipadas com receptáculo, padrão amplamente utilizado pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF).

Como surgiu a parceria
O acordo entre as duas empresas foi formalizado em 19 de fevereiro de 2026, por meio de um memorando de entendimento. À época, a Embraer Defesa e Segurança e a Northrop Grumman anunciaram que uniriam expertise técnica e industrial para acelerar o desenvolvimento de um sistema de reabastecimento aéreo de nova geração, com vistas ao conceito de emprego ágil em combate (ACE, na sigla em inglês).

Tom Jones, vice-presidente corporativo e presidente da Northrop Grumman Sistemas Aeronáuticos, afirmou que a companhia realiza investimentos estratégicos para suprir uma lacuna em soluções avançadas de mobilidade aérea, sobretudo entre países aliados que buscam maior autonomia e eficiência operacional. Já Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, destacou que o KC-390 é uma plataforma operacional comprovada e de boa relação custo-benefício, com potencial de rápida incorporação à frota da Força Aérea dos EUA.

A parceria com a Northrop Grumman sucede uma tentativa anterior de aliança com a L3Harris Technologies, firmada em 2022 para o desenvolvimento de um chamado Agile Tanker baseado no KC-390, e que não avançou. Executivos da Embraer já indicaram publicamente que essa parceria anterior não segue mais em vigor para o programa de tanque tático.

 

Por que interessa aos Estados Unidos e a aliados
A colaboração se insere no programa da USAF conhecido como Next Generation Air-refueling System (NGAS), terceira etapa de um plano de recapitalização da frota de reabastecedores em voo do País, após o KC-X, que resultou no KC-46 Pegasus, e o KC-Y. A visão da Força Aérea para o NGAS combina um grande tanque de asa larga para o grosso das operações de reabastecimento com aeronaves capazes de operar e sobreviver no mesmo espaço aéreo contestado das aeronaves de combate que apoiam, sendo essa a lacuna na qual o KC-390 se posiciona como candidato tático de médio porte.

Nesse desenho de "família de sistemas", o KC-390 Multi-Mission Tanker é posicionado como opção tática e de menor custo, complementar a um tanque de maior porte e a uma futura aeronave não tripulada de reabastecimento. A Embraer já sinalizou disposição de investir recursos próprios relevantes em uma linha de produção dedicada nos Estados Unidos, atendendo a exigências de conteúdo local do tipo Buy American Act.

Repercussão e contexto recente
A parceria voltou a ser destaque em abril, quando a Embraer levou o KC-390 e a aliança com a Northrop Grumman à conferência ARSAG 2026, em Orlando, apresentando o projeto do sistema de boom centralizado na fuselagem como complemento ao sistema atual de mangueira e cesta da aeronave, com o objetivo declarado de reabastecer caças como o F-35 e outras aeronaves de asa fixa usadas por forças dos Estados Unidos e da OTAN.

O tema também voltou ao noticiário na semana passada, quando o KC-390 realizou, em 17 de julho, uma série de passagens em baixa altitude pelo Mach Loop, no País de Gales, durante campanha internacional de demonstração da aeronave no Reino Unido, episódio que reforçou a exposição da plataforma junto a operadores e especialistas europeus em meio às tratativas com os Estados Unidos.

Histórico da Northrop Grumman no setor de tanques
O retorno da Northrop Grumman ao debate sobre reabastecedores tem paralelo histórico. Em 2008, a empresa integrou consórcio com a então EADS, controladora da Airbus, e venceu inicialmente a competição KC-X da USAF com o KC-45, baseado no A330 MRTT, resultado que depois foi contestado e revertido em favor do Boeing KC-46. A nova aliança com a Embraer marca a reentrada da companhia norte-americana em uma disputa por reabastecedores, agora ao lado de uma fabricante sul-americana.

Embraer detalha em Farnborough o roteiro de modernização antidrone do A-29 Super Tucano

Fabricante brasileira apresenta pacote de aviônica de quinta geração, novo link de dados de vídeo, tanque externo adicional e bomba guiada INS/GPS para reforçar a missão contra sistemas aéreos não tripulados 

Imagem: Defence Turkey

*LRCA Defense Consulting - 22/07/2026

A Embraer aproveitou o Farnborough International Airshow 2026, no Reino Unido, para detalhar o avanço de seu roteiro de modernização do A-29 Super Tucano voltado à missão contra sistemas aéreos não tripulados (C-UAS, na sigla em inglês). Segundo apuração do portal especializado turco Defence Turkey, a apresentação, feita por Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, reuniu tanto a arquitetura antidrone já conhecida do turboélice quanto um conjunto de novos investimentos em aviônica e armamento, anunciado durante o salão britânico, que segue até sexta-feira (24/7).

O conceito operacional já consolidado
A base da missão contra drones do A-29 não é novidade: a Embraer formalizou a expansão do portfólio de missões da aeronave para incluir operações C-UAS em 11 de novembro de 2025, e o tema já vinha sendo trabalhado comercialmente desde o início daquele ano, com foco inicial no Oriente Médio. 

O conceito operacional (CONOPS) prevê que a aeronave receba, por meio de um link de dados dedicado, as coordenadas iniciais de um alvo detectado por sensores externos; em seguida, o sensor eletro-óptico e infravermelho (EO/IR) de bordo assume o rastreamento e a designação a laser do alvo, permitindo o engajamento por foguetes guiados a laser ou pelas metralhadoras calibre .50 montadas nas asas. A Embraer descreve a solução como baseada majoritariamente em sistemas já existentes na aeronave, o que permite oferecê-la tanto a operadores atuais quanto a futuros clientes do Super Tucano.

Os novos itens do roteiro anunciados em Farnborough
Em Farnborough, segundo a Defence Turkey, a Embraer acrescentou à missão C-UAS um conjunto adicional de investimentos em aviônica e armamento, apresentado como parte do roteiro de desenvolvimento do A-29. O pacote inclui aviônica de quinta geração, um display de cabine de grande área (large-area cockpit display), um novo link de dados de vídeo (video downlink) e um tanque de combustível externo adicional, destinado a aumentar a persistência e o alcance de missão da aeronave. 

A apresentação também trouxe uma bomba guiada por INS/GPS como parte do portfólio de armamento de precisão planejado ou em expansão para o A-29, além de reforçar a integração de foguetes guiados a laser sob o padrão Advanced Precision Kill Weapon System (APKWS), da BAE Systems, já usado pela aeronave. Segundo a Embraer, os investimentos têm o objetivo de manter o Super Tucano relevante à medida que os requisitos dos clientes e as ameaças operacionais evoluem.

Imagem: Defence Turkey

Um turboélice contra a ameaça dos drones
O apelo do A-29 para a missão C-UAS está associado às suas características de voo, distintas das de um caça a jato: velocidade de estol baixa, boa manobrabilidade a baixa velocidade e sensores integrados que permitem acompanhar, identificar e engajar drones lentos e de baixa altitude, como os do tipo Shahed, difíceis de interceptar por aeronaves supersônicas. A proposta da Embraer é oferecer uma alternativa de custo bem inferior ao emprego de caças de alta performance contra ameaças não tripuladas relativamente baratas, especialmente na defesa de infraestrutura crítica, bases militares e forças em operação.

Contexto comercial: frota em expansão
A apresentação em Farnborough também trouxe números atualizados de mercado para o A-29. Segundo a Embraer, a frota mundial do Super Tucano já ultrapassa 625 mil horas de voo, e a fabricante fechou 39 novos pedidos da aeronave em menos de 24 meses, com base em dados até maio de 2026. Esse total mais recente inclui seis unidades para o Paraguai, quatro para um cliente não divulgado, 12 A-29N para Portugal, seis para o Uruguai, seis para as Filipinas, quatro para o Panamá e uma unidade adquirida pela norte-americana SNC, fabricante licenciada do modelo nos Estados Unidos. Até junho de 2025, a aeronave já somava mais de 600 mil horas de voo, mais de 290 pedidos acumulados e presença confirmada em 22 forças aéreas ao redor do mundo, entre elas a do Brasil, primeiro operador do A-29.

Por que importa
O anúncio reforça uma linha editorial já explorada por esta consultoria desde meados de 2024: a de que o A-29 Super Tucano tem potencial para se consolidar como uma das plataformas antidrone ar-ar mais eficazes e acessíveis da atualidade, num momento em que o uso de drones de médio e grande porte, como os Shahed de origem iraniana, se multiplica em diferentes teatros de conflito. 

Ao somar aviônica de quinta geração, novo link de dados de vídeo, maior autonomia e uma bomba guiada por INS/GPS ao conjunto de sensores e armamentos já existentes, a Embraer amplia a proposta de valor do Super Tucano para além da contrainsurgência, da vigilância de fronteiras e do ataque leve, mirando diretamente a lacuna deixada por caças e helicópteros de ataque, menos adequados a esse tipo de missão de baixa velocidade e baixa altitude.

Safran equipará eVTOL da Eve Air Mobility com sistema de navegação inercial SkyNaute

Contrato fechado durante o Farnborough International Airshow prevê dois conjuntos por aeronave e estende à mobilidade aérea urbana uma tecnologia já consolidada em aplicações militares

 

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LRCA Defense Consulting - 22/07/2026

A Safran Electronics & Defense foi selecionada para fornecer seu sistema de navegação inercial SkyNaute à aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) desenvolvida pela Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer dedicada à mobilidade aérea urbana (Urban Air Mobility, UAM). O anúncio foi feito nesta quarta-feira (22/07) durante o Farnborough International Airshow 2026, no Reino Unido, onde as duas empresas mantêm estandes e vêm anunciando uma sequência de parcerias ao longo da semana.

Pelo acordo, cada eVTOL da Eve receberá dois conjuntos do SkyNaute, arquitetura redundante já usual em sistemas de navegação críticos para a segurança de voo. Segundo o comunicado das empresas, o sistema mantém desempenho mesmo quando os sinais do Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS) estão indisponíveis, degradados ou sujeitos a interferência, um requisito considerado central para operações de táxi aéreo em ambiente urbano, onde a densidade de construções e a proximidade de outras aeronaves reduzem a margem de erro aceitável.

O que é o SkyNaute
O SkyNaute é um sistema híbrido de navegação inercial e GNSS baseado na tecnologia patenteada HRG Crystal (Hemispherical Resonator Gyroscope, giroscópio ressonador hemisférico) da Safran. O princípio físico substitui os giroscópios a laser ou a fibra óptica tradicionais por um ressonador de sílica em forma de casca hemisférica, do tamanho aproximado de uma cápsula de café, que a Safran descreve como capaz de operar por mais de um milhão de horas médias entre falhas sem desgaste mecânico relevante.

A vantagem prática dessa arquitetura é o tamanho: o conjunto ocupa cerca de três litros e pesa perto de três quilos, o que o torna competitivo em peso e consumo elétrico frente a sistemas inerciais de desempenho equivalente. Para um eVTOL, cuja autonomia depende diretamente da economia de cada quilograma de carga útil, esse ganho de massa tem peso direto na equação comercial da aeronave.

Uma tecnologia de dupla utilização
O SkyNaute não nasceu para a aviação urbana. A Safran já emprega a família HRG Crystal em aplicações de defesa terrestre, naval e espacial, e o próprio sistema equipa o programa de modernização dos helicópteros de ataque Tiger, de forças armadas europeias, além de aeronaves civis certificadas. A empresa descreve a tecnologia como uma estratégia de uso dual, na qual desenvolvimentos amadurecidos no mercado militar migram para aplicações civis certificáveis, e vice-versa.

Benjamin Declety, vice-presidente executivo da unidade global de aviônicos da Safran Electronics & Defense, afirmou que o fornecimento à Eve coloca a expertise da companhia em navegação inercial a serviço da próxima geração da aviação civil. Já Johann Bordais, CEO da Eve Air Mobility, disse que a integração de uma solução avançada de navegação é essencial para maximizar segurança, confiabilidade e desempenho do eVTOL da empresa.

Um Farnborough de anúncios acumulados para a Eve
O contrato com a Safran chega em uma semana de agenda carregada para a Eve Air Mobility no salão britânico. Dias antes, em 17 de julho, a empresa já havia firmado memorando de entendimento com a Hitachi Energy para estudar a infraestrutura elétrica de vertiportos, incluindo carregamento de alta potência e o reaproveitamento de baterias de aeronaves como armazenamento estacionário de energia. Em 19 de julho, véspera da abertura do evento, a Eve também anunciou carta de intenções com a Shearwater Global Capital para até 16 eVTOLs, movimento que se soma a uma carteira que a empresa afirma superar 2.700 compromissos de compra.

Paralelamente, a Eve avança nos ritos regulatórios do programa: a companhia atualizou nesta semana o status da certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e à Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), mantendo abertas as consultas técnicas com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) para validação concorrente do projeto. O protótipo de engenharia em escala real da empresa, batizado PR-EVE, soma dezenas de voos desde sua estreia em dezembro de 2025 e se prepara para a fase de voos de transição, etapa mais exigente da campanha de ensaios antes da produção dos primeiros protótipos conformes, prevista para começar ainda neste ano.

Por que interessa à base industrial brasileira
Para a Embraer, cada novo fornecedor de peso que se soma ao programa da Eve reforça a tese comercial por trás da aposta da fabricante brasileira na mobilidade aérea urbana: a de que a subsidiária pode se tornar um vetor de receita relevante à medida que se aproxima a certificação, hoje projetada para 2028. A entrada da Safran, fornecedora tradicional de sistemas de aviônicos e navegação para plataformas militares e civis, inclusive brasileiras, também sinaliza a maturidade regulatória que a cadeia de fornecimento do eVTOL da Eve já alcança às vésperas da fase de voos de transição.

Embraer e governo britânico assinam memorando para ampliar cooperação aeroespacial

Acordo firmado no Farnborough International Airshow amplia parceria de mais de 45 anos e cria estrutura permanente de diálogo em pesquisa, engenharia e cadeia de suprimentos


 

*LRCA Defense Consulting - 22/07/2026

A Embraer e o Departamento de Negócios, Inovação, Ciência e Comércio do Reino Unido (DBIST, na sigla em inglês) assinaram nesta quarta-feira (22/07) um Memorando de Entendimento durante o Farnborough International Airshow, em Farnborough. O documento cria uma estrutura de engajamento regular entre a fabricante brasileira e o governo britânico, com o objetivo de ampliar a cooperação em pesquisa e desenvolvimento, inovação, capacidades de aviação e desenvolvimento da cadeia de suprimentos.

O acordo se soma à colaboração já estabelecida entre a Embraer e a UK Export Finance (UKEF), agência oficial de crédito à exportação do Reino Unido, parceria que, segundo a empresa, contribuiu para ampliar o número de fornecedores britânicos da companhia e quase dobrou o volume de negócios com eles. Com o novo memorando, a expectativa é identificar oportunidades adicionais de parceria em inovação, engenharia e cadeia de suprimentos, além de outros projetos voltados a fortalecer o valor econômico para as duas partes.

A assinatura ocorre no terceiro dia do novo governo britânico, chefiado pelo primeiro-ministro Andy Burnham, e marca uma das primeiras aparições públicas do novo secretário de Negócios, Inovação, Ciência e Comércio, Jonathan Reynolds, à frente da pasta rebatizada.

O memorando com a Embraer foi anunciado no mesmo dia em que o governo britânico revelou um pacote de 600 milhões de libras esterlinas em apoio à indústria aeroespacial nacional, dos quais mais de 500 milhões de libras se destinam a projetos de pesquisa e tecnologia aeroespacial voltados à aviação mais limpa, e 100 milhões de libras compõem um novo fundo de apoio à cadeia de suprimentos do setor (Aerospace Supply Chain Fund), criado em parceria com o British Business Bank e empresas como Airbus, Rolls-Royce, GKN Aerospace e Safran.

Na mesma ocasião, a Aerospace Growth Partnership, parceria entre governo e indústria britânicos, publicou uma atualização de sua estratégia para o setor aeroespacial com horizonte até 2030, reafirmando o objetivo de dobrar a participação do Reino Unido no mercado aeroespacial global até 2035.

Presente no Reino Unido há mais de 45 anos, a Embraer fornece aeronaves comerciais e de defesa ao mercado britânico, desenvolve projetos de pesquisa e mantém parcerias com fornecedores locais cujas tecnologias integram seus produtos e serviços em todo o mundo. A companhia leva ao Farnborough Airshow deste ano o jato E195-E2, o cargueiro militar KC-390 Millennium e uma maquete em tamanho real do eVTOL da Eve Air Mobility, subsidiária de mobilidade aérea urbana do grupo.

"O Reino Unido é um parceiro estratégico para a Embraer e vemos oportunidades significativas para aprofundar nossa colaboração em inovação, tecnologia e desenvolvimento industrial", disse Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer. "Compartilhamos uma visão comum da aviação como motor do crescimento econômico, do avanço tecnológico e da conectividade. Com base no trabalho que temos desenvolvido com a UKEF, este memorando de entendimento representa um passo importante para expandir ainda mais nossa parceria e apoiar o crescimento sustentável em todo o setor aeroespacial global."

"O Reino Unido precisa de um crescimento melhor em todas as regiões e que empresas e governo trabalhem em parceria para elevar os padrões de vida. Este acordo representa um forte voto de confiança no setor aeroespacial britânico, líder mundial, e consolida nossa parceria de longa data com a Embraer", disse o secretário Jonathan Reynolds.

"O Instituto de Tecnologia Aeroespacial acolhe com satisfação este acordo com a Embraer e aguarda com expectativa a colaboração em prioridades comuns que impulsionem a inovação, fortaleçam as cadeias de abastecimento e aumentem a competitividade aeroespacial", afirmou Gary Elliott, CEO do instituto (ATI).

Para a Embraer, o memorando reforça o posicionamento comercial da empresa no mercado britânico em um momento de recorde de entregas e de carteira de pedidos, e amplia o leque de parcerias industriais firmadas com o Reino Unido, que já incluem, entre outras iniciativas, o desenvolvimento conjunto do ecossistema de mobilidade aérea urbana da Eve com autoridades de aviação civil britânicas.

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