Resultado é o melhor para um segundo trimestre em 16 anos; semestre soma 109 aeronaves, 20% acima do 1S25, com destaque para a aviação executiva e guidance mantida para 2026
*LRCA Defense Consulting - 03/07/2026
A Embraer entregou 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026 (2T26), o melhor desempenho da companhia para o período em 16 anos. O número representa alta de 48% em relação ao trimestre imediatamente anterior (1T26), quando foram entregues 44 aeronaves, e de 7% na comparação com o mesmo intervalo de 2025 (2T25), com 61 unidades. O comunicado foi divulgado nesta quinta-feira (2 de julho de 2026), em São Paulo (SP).
No acumulado do primeiro semestre (1S26), a fabricante brasileira somou 109 aeronaves entregues, cerca de 20% acima das 91 registradas no 1S25. A empresa atribui o avanço ao progresso contínuo das iniciativas de nivelamento de produção, estratégia que busca distribuir as entregas de forma mais equilibrada ao longo dos trimestres, historicamente concentradas no segundo semestre.
Aviação executiva
lidera o crescimento do trimestre
A divisão de
Aviação Executiva entregou 45 aeronaves no 2T26, alta de 55% frente às 29
unidades do 1T26 e de 18% sobre as 38 do 2T25. O avanço foi puxado pelo
desempenho conjunto dos dois segmentos da unidade: os jatos pequenos somaram 24
entregas no trimestre (20 Phenom 300 e 4 Phenom 100), ante 16 no 1T26 e 21 no
2T25; os jatos médios totalizaram 21 unidades (12 Praetor 600 e 9 Praetor 500),
contra 13 no trimestre anterior e 17 um ano antes. Segundo a Embraer, o
resultado reflete a demanda sustentada e a execução operacional contínua nas
duas categorias.
Aviação comercial
dobra volume na comparação trimestral
A Aviação
Comercial entregou 20 novas aeronaves no período, o dobro das 10 unidades do
1T26 e alta de 5% sobre as 19 do 2T25. Do total, 6 foram do modelo E195-E2, a
maior aeronave da Embraer atualmente em produção no segmento; as demais 14 se
dividiram entre 10 unidades do E175 e 4 do E190-E2. Somadas, Aviação Comercial
e Aviação Executiva totalizaram 65 entregas no trimestre e 104 no semestre, 20%
acima das 87 do 1S25.
Defesa e
segurança sem entregas no trimestre
O segmento de
Defesa e Segurança não registrou entregas no 2T26, após ter somado 5 unidades
no 1T26 (1 KC-390 Millennium e 4 A-29 Super Tucano). No acumulado do semestre,
a divisão soma 5 aeronaves, patamar igual ao do 1S25.
Guidance de 2026
é mantida
A Embraer
reiterou a projeção de entregar entre 80 e 85 aeronaves na Aviação Comercial e
entre 160 e 170 na Aviação Executiva ao longo de 2026, faixas cujo ponto médio
representa crescimento acima de 6% sobre o ano anterior em ambos os segmentos.
Com 104 unidades entregues no semestre nas duas divisões combinadas, ante uma
meta consolidada de 240 a 255 aeronaves, a companhia avança em ritmo compatível
com o cumprimento da orientação anual, historicamente mais concentrada no
segundo semestre.
Entregas por segmento
|
Entregas por segmento |
2T26 |
1T26 |
2T25 |
1S26 |
1S25 |
Guidance 2026 |
|
Aviação executiva |
45 |
29 |
38 |
74 |
61 |
160-170 |
|
Phenom 100 |
4 |
1 |
4 |
5 |
6 |
|
|
Phenom 300 |
20 |
15 |
17 |
35 |
29 |
|
|
Jatos pequenos |
24 |
16 |
21 |
40 |
35 |
|
|
Praetor 500 |
9 |
9 |
8 |
18 |
11 |
|
|
Praetor 600 |
12 |
4 |
9 |
16 |
15 |
|
|
Jatos médios |
21 |
13 |
17 |
34 |
26 |
|
|
Aviação comercial |
20 |
10 |
19 |
30 |
26 |
80-85 |
|
E175 |
10 |
6 |
9 |
16 |
13 |
|
|
E190-E2 |
4 |
0 |
1 |
5 |
1 |
|
|
E195-E2 |
6 |
4 |
9 |
9 |
12 |
|
|
Total aviação exec. e comercial |
65 |
39 |
57 |
104 |
87 |
240-255 |
|
Defesa e segurança |
— |
5 |
4 |
5 |
4 |
80-85* |
|
KC-390 Millennium |
— |
1 |
— |
1 |
— |
|
|
A-29 Super Tucano |
— |
4 |
4 |
4 |
4 |
|
|
Total geral |
65 |
44 |
61 |
109 |
91 |
|
* Guidance de defesa e segurança não é divulgada separadamente pela Embraer; o número refere-se à faixa combinada de Aviação Comercial.
Contexto
O resultado do
2T26 dá sequência ao movimento observado desde o início do ano: no 1T26, a
Embraer já havia entregue 44 aeronaves, alta de 47% sobre o 1T25, e encerrado o
trimestre com carteira de pedidos recorde de US$ 32,1 bilhões, o sexto máximo
histórico consecutivo do indicador. A manutenção do ritmo de entregas ao longo
do primeiro semestre reforça a leitura de analistas de mercado de que as
iniciativas de nivelamento de produção da companhia começam a produzir efeitos
concretos, após anos de concentração de entregas no segundo semestre.


