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03 julho, 2026

Embraer entrega 65 aeronaves no segundo trimestre, alta de 48% sobre o 1T26

Resultado é o melhor para um segundo trimestre em 16 anos; semestre soma 109 aeronaves, 20% acima do 1S25, com destaque para a aviação executiva e guidance mantida para 2026 


*LRCA Defense Consulting - 03/07/2026

A Embraer entregou 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026 (2T26), o melhor desempenho da companhia para o período em 16 anos. O número representa alta de 48% em relação ao trimestre imediatamente anterior (1T26), quando foram entregues 44 aeronaves, e de 7% na comparação com o mesmo intervalo de 2025 (2T25), com 61 unidades. O comunicado foi divulgado nesta quinta-feira (2 de julho de 2026), em São Paulo (SP).

No acumulado do primeiro semestre (1S26), a fabricante brasileira somou 109 aeronaves entregues, cerca de 20% acima das 91 registradas no 1S25. A empresa atribui o avanço ao progresso contínuo das iniciativas de nivelamento de produção, estratégia que busca distribuir as entregas de forma mais equilibrada ao longo dos trimestres, historicamente concentradas no segundo semestre.

Aviação executiva lidera o crescimento do trimestre
A divisão de Aviação Executiva entregou 45 aeronaves no 2T26, alta de 55% frente às 29 unidades do 1T26 e de 18% sobre as 38 do 2T25. O avanço foi puxado pelo desempenho conjunto dos dois segmentos da unidade: os jatos pequenos somaram 24 entregas no trimestre (20 Phenom 300 e 4 Phenom 100), ante 16 no 1T26 e 21 no 2T25; os jatos médios totalizaram 21 unidades (12 Praetor 600 e 9 Praetor 500), contra 13 no trimestre anterior e 17 um ano antes. Segundo a Embraer, o resultado reflete a demanda sustentada e a execução operacional contínua nas duas categorias.

Aviação comercial dobra volume na comparação trimestral
A Aviação Comercial entregou 20 novas aeronaves no período, o dobro das 10 unidades do 1T26 e alta de 5% sobre as 19 do 2T25. Do total, 6 foram do modelo E195-E2, a maior aeronave da Embraer atualmente em produção no segmento; as demais 14 se dividiram entre 10 unidades do E175 e 4 do E190-E2. Somadas, Aviação Comercial e Aviação Executiva totalizaram 65 entregas no trimestre e 104 no semestre, 20% acima das 87 do 1S25.

Defesa e segurança sem entregas no trimestre
O segmento de Defesa e Segurança não registrou entregas no 2T26, após ter somado 5 unidades no 1T26 (1 KC-390 Millennium e 4 A-29 Super Tucano). No acumulado do semestre, a divisão soma 5 aeronaves, patamar igual ao do 1S25.

Guidance de 2026 é mantida
A Embraer reiterou a projeção de entregar entre 80 e 85 aeronaves na Aviação Comercial e entre 160 e 170 na Aviação Executiva ao longo de 2026, faixas cujo ponto médio representa crescimento acima de 6% sobre o ano anterior em ambos os segmentos. Com 104 unidades entregues no semestre nas duas divisões combinadas, ante uma meta consolidada de 240 a 255 aeronaves, a companhia avança em ritmo compatível com o cumprimento da orientação anual, historicamente mais concentrada no segundo semestre.

Entregas por segmento

Entregas por segmento

2T26

1T26

2T25

1S26

1S25

Guidance 2026

Aviação executiva

45

29

38

74

61

160-170

Phenom 100

4

1

4

5

6

 

Phenom 300

20

15

17

35

29

 

Jatos pequenos

24

16

21

40

35

 

Praetor 500

9

9

8

18

11

 

Praetor 600

12

4

9

16

15

 

Jatos médios

21

13

17

34

26

 

Aviação comercial

20

10

19

30

26

80-85

E175

10

6

9

16

13

 

E190-E2

4

0

1

5

1

 

E195-E2

6

4

9

9

12

 

Total aviação exec. e comercial

65

39

57

104

87

240-255

Defesa e segurança

5

4

5

4

80-85*

KC-390 Millennium

1

1

 

A-29 Super Tucano

4

4

4

4

 

Total geral

65

44

61

109

91

 

* Guidance de defesa e segurança não é divulgada separadamente pela Embraer; o número refere-se à faixa combinada de Aviação Comercial.

Contexto
O resultado do 2T26 dá sequência ao movimento observado desde o início do ano: no 1T26, a Embraer já havia entregue 44 aeronaves, alta de 47% sobre o 1T25, e encerrado o trimestre com carteira de pedidos recorde de US$ 32,1 bilhões, o sexto máximo histórico consecutivo do indicador. A manutenção do ritmo de entregas ao longo do primeiro semestre reforça a leitura de analistas de mercado de que as iniciativas de nivelamento de produção da companhia começam a produzir efeitos concretos, após anos de concentração de entregas no segundo semestre.

02 julho, 2026

Comandante do Exército visita a Avibras Aeroco em Jacareí e reforça apoio institucional à empresa

Visita do general Tomás Paiva e de generais do Alto Comando ocorre um dia antes da data originalmente marcada para a inauguração do complexo industrial e dá sequência a uma série de aproximações institucionais entre o Exército e a nova gestão da fabricante do ASTROS 


*LRCA Defense Consulting - 02/07/2026

O comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, visitou nesta quarta-feira (1º) a unidade industrial da Avibras Aeroco em Jacareí, no interior de São Paulo. A comitiva incluiu outros integrantes do Alto Comando: o general Ricardo Piai Carmona, comandante militar do Sudeste; o general Everton Pacheco da Silva, chefe do Escritório de Projetos do Exército (EPEx); o general Erb Lyra Leal, do Departamento de Ciência e Tecnologia; o general Marcelo Lorenzi Zucco, comandante da 2ª Divisão de Exército; e o general Evandro Luís Amorim Rocha, comandante da Aviação do Exército (CAvEx).

Segundo nota divulgada pela própria empresa, os generais conheceram o parque industrial de Jacareí, acompanharam etapas do processo produtivo e discutiram temas ligados ao atendimento das demandas da Força Terrestre. O diretor-presidente da Avibras Aeroco, Sami Hassuani, recebeu a comitiva e destacou o empenho da equipe em cumprir os compromissos assumidos com o Exército e em fortalecer a parceria histórica entre as duas partes.

A visita não resultou no anúncio de novos contratos. Ainda assim, o gesto carrega peso simbólico e institucional. Ao levar ao mesmo tempo o comandante do Exército, o comandante militar do Sudeste e chefes de órgãos ligados a projetos e tecnologia, o Alto Comando sinaliza confiança na retomada operacional da empresa, acompanhamento próximo da sua recuperação e a manutenção da Avibras Aeroco como fornecedora estratégica da Base Industrial de Defesa (BID).

A aproximação não é isolada. Em 28 de janeiro, ainda no período de reestruturação, a Diretoria de Fabricação do Exército, representada pelo general Tales Villela, já havia realizado visita institucional à empresa para tratar do andamento dos projetos estratégicos e da retomada gradual das atividades. Em 6 de maio, semanas após o reinício formal da produção, representantes da Avibras Aeroco se reuniram com a alta liderança do Exército no Centro Tecnológico do Exército (CTEx), no Rio de Janeiro, para alinhar requisitos técnicos e cronogramas de projetos como o Míssil Tático Balístico (MTB), no âmbito do programa ASTROS FOGOS. A visita de 1º de julho, portanto, marca um novo patamar nessa sequência: pela primeira vez desde a retomada das operações, é o próprio comandante do Exército, e não apenas diretores setoriais, quem vai a Jacareí.

O momento também chama atenção pelo calendário. A visita ocorreu um dia antes da data originalmente marcada, 2 de julho, para a cerimônia oficial de inauguração do complexo industrial de Jacareí, evento que seria realizado com a presença dos comandantes das três Forças Armadas e que foi adiado em 24 de junho, a pedido formal da Presidência da República, para uma nova data ainda dentro do mês de julho. A proximidade entre a visita do Alto Comando e a data original da inauguração adiada reforça a leitura de que o Exército buscou manter, por conta própria, um gesto público de proximidade com a empresa mesmo com a cerimônia maior ainda pendente de nova data.

Para o Exército, a Avibras Aeroco segue sendo a principal fornecedora nacional de sistemas de artilharia de foguetes e mísseis, com o Sistema ASTROS como carro-chefe e projetos em andamento, como o Míssil Tático de Cruzeiro (MTC-300) e o próprio MTB, considerados estratégicos para a autonomia tecnológica do país. Nesse contexto, a presença do comandante Tomás na planta de Jacareí, ainda que sem anúncios formais, é vista no setor como a mais importante demonstração pública de apoio do Exército Brasileiro à nova fase da empresa desde o reinício de suas operações industriais, em abril e maio deste ano.

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