Pesquisar este portal

12 maio, 2026

Exército desenvolve pilha térmica nacional para alimentar míssil anticarro

CTEx conclui desenvolvimento de fonte eletroquímica 100% brasileira para o sistema de guiamento do MAX 1.2 AC, primeiro míssil antitanque de médio alcance projetado e fabricado integralmente no país 


*

O Centro Tecnológico do Exército (CTEx) anunciou na terça-feira (12) o desenvolvimento de pilhas térmicas de alta densidade de energia com tecnologia 100% nacional, voltadas ao uso em sistemas de mísseis das Forças Armadas. A conquista, divulgada pelo próprio CTEx em suas redes sociais, representa um marco na política de nacionalização de componentes críticos e reduz uma dependência estratégica que o Brasil mantinha de fornecedores estrangeiros para esse tipo de tecnologia.

A aplicação imediata é o Míssil MAX 1.2 AC, oficialmente denominado Míssil Superfície-Superfície 1.2 Anticarro (MSS 1.2 AC), propriedade intelectual do Exército Brasileiro. A pilha é responsável por alimentar o sistema de controle e guiamento do artefato, componente sem o qual a precisão do míssil fica comprometida.

O que são pilhas térmicas e por que são estratégicas
Ao contrário das baterias convencionais, as pilhas térmicas são fontes eletroquímicas do tipo reserva: permanecem eletricamente inertes durante o armazenamento e são ativadas por um elemento pirotécnico no momento do disparo, que funde o eletrólito de sal metálico e inicia a reação química. Esse mecanismo garante vida útil de armazenamento praticamente ilimitada sem degradação de desempenho.

As principais características que tornam essa tecnologia indispensável para uso militar são a elevada densidade energética em curtíssimo período de operação, a alta confiabilidade e a capacidade de funcionar em condições mecânicas e climáticas severas como vibrações intensas, acelerações bruscas e variações extremas de temperatura. Essas propriedades fazem das pilhas térmicas a alternativa preferencial para sistemas de guiamento, propulsão e acionamento de mísseis, torpedos e outros armamentos inteligentes em todo o mundo.

A tecnologia é hoje dominada por poucos países, predominantemente as grandes potências ocidentais. Fabricantes especializados, como a norte-americana EaglePicher, atendem a praticamente todos os principais programas de defesa dos Estados Unidos há décadas. O acesso a esses componentes por países em desenvolvimento frequentemente envolve restrições políticas e comerciais, tornando a dependência de importação uma vulnerabilidade real em cenários de conflito ou sanção.

O CTEx e o pioneirismo brasileiro na pesquisa eletroquímica
O Laboratório de Química Militar (LQM) do CTEx é o único núcleo de pesquisa no Brasil a desenvolver pilhas térmicas. A trajetória do grupo começou há anos, com projetos que foram sendo aprimorados geração a geração. Em 2016, o Grupo de Fontes Eletroquímicas concluiu o desenvolvimento da Pilha Superfície-Superfície Térmica para Circuitos Eletrônicos (PSSTCE), produto gerado inteiramente dentro do CTEx.

O anúncio desta semana indica que o laboratório avançou para o que é descrito como pilhas térmicas de terceira geração, o estado da arte na tecnologia. O salto qualitativo, segundo o CTEx, permitiu atender aos requisitos operacionais do Míssil MAX 1.2 AC, um sistema de maior complexidade e exigência energética do que os projetos anteriores.

O Laboratório de Química Militar também conduz pesquisas em propelentes, explosivos e pirotécnicos, incluindo o desenvolvimento de composições para vetores balísticos e propelentes de baixa toxicidade, o que demonstra a amplitude das competências científicas acumuladas dentro do CTEx ao longo de décadas.

 

O MAX 1.2 AC: o míssil que deu urgência ao projeto
Desenvolvido em parceria com a empresa brasileira SIATT (Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico), sediada em São José dos Campos (SP), o MAX 1.2 AC é descrito como o primeiro míssil antitanque brasileiro de médio alcance projetado e fabricado integralmente no país. Com alcance superior a dois quilômetros, o sistema utiliza guiamento a laser, tecnologia que reduz a vulnerabilidade a contramedidas eletrônicas e aumenta a precisão no engajamento de alvos blindados.

O programa tem raízes no MSS 1.2 da antiga Orbital Engenharia, que foi absorvido e modernizado pela SIATT. Em fevereiro de 2025, SIATT e Exército Brasileiro formalizaram contrato para a produção em série do primeiro lote do sistema. Em março do mesmo ano, uma portaria do Comando do Exército oficializou a adoção do míssil como material de dotação da Força Terrestre.

Entre os dias 21 e 24 de outubro de 2025, no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), no Rio de Janeiro, foram realizados tiros com o MAX 1.2 AC com o objetivo de qualificar fornecedores de componentes e subsistemas, incluindo a nova pilha térmica nacional. Os resultados confirmaram desempenho consistente e confiabilidade em condições operacionais reais. No último dia dos testes, a 1ª Tenente Beatriz Luberiaga Bezerra, engenheira militar da Seção de Mísseis e Foguetes do CTEx, realizou um lançamento real do míssil, tornando-se a primeira mulher do Exército Brasileiro a fazê-lo.

 

Soberania tecnológica e o contexto geopolítico
A nacionalização da pilha térmica vai além da economia em importações. Em um cenário internacional marcado por disputas geopolíticas, restrições de exportação e uso de tecnologia como instrumento de pressão entre nações, o domínio interno de componentes críticos é considerado condição essencial para a soberania operacional das Forças Armadas. Um país que depende de fornecedores externos para peças fundamentais de seus sistemas de armas fica sujeito a interrupções de abastecimento em momentos exatamente críticos.

O avanço do CTEx integra o esforço mais amplo de fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) brasileira. Analistas do setor apontam que o domínio de tecnologias eletroquímicas estratégicas representa um dos pilares da moderna indústria de defesa, e que investimentos nessa área frequentemente produzem efeitos indiretos sobre a economia civil, impulsionando pesquisa aplicada em química avançada, engenharia de materiais, eletrônica e sistemas embarcados.

O CTEx foi criado em 16 de outubro de 1979 pelo Decreto nº 84.095, com a missão de suprir as necessidades do Exército em pesquisa e desenvolvimento de materiais militares. Hoje, o centro opera 16 laboratórios com certificação internacional e trabalha de forma integrada com universidades, empresas da BID e agências de fomento como a FINEP. O resultado desta semana é, em certa medida, o produto de décadas de investimento científico silencioso, agora convertido em capacidade operacional concreta.

Avibras Aeroco: um novo e forte endereço digital para uma empresa que recomeça e quer voltar a ser grande

O lançamento do site institucional da Avibras Aeroco sinaliza muito mais do que uma nova presença digital: é o primeiro ato de comunicação de uma empresa que quer ser vista, compreendida e reconhecida em escala global. 


*LRCA Defense Consulting - 12/05/2026

Da Avibras à Avibras Aeroco: a memória que se renova
No final de abril de 2026, a Avibras Aeroco iniciou oficialmente suas operações, absorvendo o portfólio tecnológico consolidado da histórica Avibras Indústria Aeroespacial. A nova empresa nasce com capital privado brasileiro, governança reestruturada e uma missão clara: retomar e ampliar a posição do Brasil como fabricante soberano de sistemas de defesa e soluções espaciais.

O legado é robusto. O Sistema de Artilharia ASTROS, comprovado em combate e reconhecido internacionalmente, segue como âncora do portfólio. A ele se somam desenvolvimentos em fase avançada de certificação, como o Míssil Tático de Cruzeiro (MTC), de 300 quilômetros de alcance, e o Míssil Tático Balístico (MTB), com alcance superior a 100 quilômetros, tecnologias que poucos países dominam e que as restrições internacionais de transferência tornam ainda mais escassas e estratégicas.

À frente da companhia está Sami Hassuani, engenheiro com mais de quatro décadas de experiência no setor. Para ele, consistência e visão de longo prazo são indissociáveis nesse mercado: aliar tecnologia e propósito, atendendo às necessidades operacionais e estratégicas dos clientes, é o que distingue uma empresa duradoura de uma promessa passageira.

Um site que é, antes de tudo, uma declaração de intenções
Em 5 de maio de 2026, a Avibras Aeroco lançou seu site institucional em www.avibrasaeroco.com, e o fez com um projeto cuidadoso de experiência do usuário, design responsivo e arquitetura de conteúdo pensada para diferentes públicos: clientes institucionais, parceiros internacionais, talentos em busca de oportunidades e imprensa especializada.

A plataforma está disponível em português e inglês, o que não é detalhe: é estratégia. Em um setor onde os contratos se decidem em reuniões técnicas realizadas em Brasília, em Riad e em Kuala Lumpur, a capacidade de comunicar com clareza nos dois idiomas principais de negócios de defesa é um diferencial concreto.

O projeto envolveu equipes internas e parceiros especializados em design e desenvolvimento digital, assegurando coerência com o manual de identidade visual e com os objetivos estratégicos da empresa. Navegação simplificada, hierarquia clara de informações e valorização das competências tecnológicas são os pilares que a companhia declarou ao descrever a nova presença digital.

Comunicação dinâmica: o lado invisível da competitividade industrial
Há uma percepção equivocada, ainda comum em segmentos industriais de alta tecnologia, de que os produtos falam por si mesmos. Em defesa e aeroespacial, essa ilusão custa contratos. Governos e forças armadas compram não apenas sistemas; compram também confiança, continuidade e a convicção de que o fornecedor estará presente ao longo de décadas de operação e manutenção.

Nesse contexto, comunicação eficaz não é adorno: é parte da proposta de valor. Um site bem estruturado cumpre funções que vão além da vitrine: estabelece credibilidade antes da primeira reunião, facilita o trabalho de assessores técnicos e agentes de compras que pesquisam fornecedores, e projeta a imagem de uma empresa organizada, transparente e preparada para relações de longo prazo.

A rapidez com que a Avibras Aeroco lançou sua plataforma digital, menos de duas semanas após o anúncio oficial de início de operações, indica que a comunicação foi tratada como prioridade desde o planejamento da reativação, e não como etapa posterior. Essa sincronia entre nascimento institucional e presença digital é, em si mesma, um sinal de maturidade organizacional.

Os primeiros passos confirmam a direção
Enquanto o site era lançado, a empresa já se movia no campo operacional. Em 6 de maio de 2026, representantes da Avibras Aeroco participaram de reunião no Centro Tecnológico do Exército (CTEx), no Rio de Janeiro, para alinhamento técnico e estratégico sobre demandas em andamento e avanço de tratativas contratuais com o Exército Brasileiro.

O encontro reuniu a alta liderança do Exército ligada à área de defesa e artilharia de campanha, incluindo generais responsáveis pela fabricação e pelo Subprograma Artilharia de Campanha, e representantes da Comissão de Absorção de Conhecimentos e Transferência de Tecnologia (CACTTAV). A presença simultânea do atual e do futuro Diretor de Fabricação do Exército reforça a perspectiva de continuidade das relações.

O movimento revela uma empresa que, ao mesmo tempo em que constrói sua identidade pública, já está comprometida com as entregas técnicas que sustentarão essa identidade. Comunicação e operação caminhando juntas é exatamente o que qualquer estratégia corporativa bem executada exige.

O que o site simboliza para a base industrial de defesa
A Base Industrial de Defesa brasileira acumulou perdas significativas na última década. Empresas estratégicas enfrentaram crises financeiras, projetos foram paralisados e o país viveu o risco real de perder capacidades tecnológicas que levaram gerações para construir. A reativação da Avibras, sob nova estrutura e com capital privado nacional, é um sinal de recuperação, mas sinais precisam ser comunicados para gerar efeito.

O lançamento de um site moderno, bilíngue e orientado para a experiência do usuário não é um evento trivial para uma empresa industrial do setor de defesa. É uma afirmação pública de que a Avibras Aeroco chegou para ficar, que conhece seus públicos e que entende que, no mundo de hoje, visibilidade e credibilidade se constroem também no ambiente digital.

Para parceiros potenciais no exterior, para os departamentos de aquisição das Forças Armadas e para os talentos de engenharia que a empresa precisa atrair, a mensagem é inequívoca: a empresa está aberta, organizada e pronta para construir relações de confiança. Em um setor onde a desconfiança é o estado-padrão, comunicar isso com clareza é, em si, uma vantagem competitiva.

Delegação brasileira visita fábrica da JD Taurus na Índia e reforça cooperação bilateral em defesa

Adidos militares e representante da câmara de comércio estiveram em Hisar, Haryana, para discutir produção, transferência de tecnologia e oportunidades de negócio entre os dois países 

 

*
LRCA Defense Consulting - 12/05/2026

Uma delegação oficial brasileira visitou, em 8 de maio de 2026, a fábrica da Jindal Defence Taurus (JD Taurus) em Hisar, no estado indiano de Haryana, em missão que reuniu representantes militares da Embaixada do Brasil em Nova Déli e da Câmara de Comércio Índia Brasil (IBCC). O encontro consolidou o diálogo em torno de desenvolvimentos operacionais da joint venture, futuras linhas de produtos e formas de ampliar a cooperação bilateral no setor de defesa.

Participaram da visita o Coronel Ronny de Brito Barros, adido do Exército, e o Coronel Devilan Dutra Paulon Júnior, adido de Defesa e Força Aérea, além de Dana Blackman, chefe do escritório da IBCC na Índia. Do lado da joint venture, a delegação foi recebida por Gaurav Mehra, diretor-executivo de negócios da JD Taurus, e por Henrique de Moraes Gomes, diretor militar e de exportações da Taurus Armas. A programação incluiu tour pelas instalações fabris, apresentação de produtos, informações técnicas sobre controle de qualidade e discussões sobre o processo de fabricação.

Parceria firmada em 2020 já colhe resultados
A JD Taurus é uma joint venture constituída em 2020 entre a Jindal Defence Systems, divisão do prestigiado Grupo OP Jindal, e a brasileira Taurus Armas S.A., uma das maiores fabricantes de armas leves do mundo. O acordo foi celebrado durante o 1.º Diálogo da Indústria de Defesa Brasil-Índia, no âmbito do Fórum de Negócios Índia-Brasil (IBBF), organizado pelo Ministério das Relações Exteriores indiano. A Taurus detém 49% da joint venture e contribui principalmente com a transferência de tecnologia, enquanto a Jindal Defence arca com a maior parte dos investimentos em infraestrutura e operação.

A unidade fabril, com mais de dois hectares em Hisar, recebeu licença para operação comercial do governo indiano em novembro de 2023 e iniciou a produção de lotes-piloto em março de 2024 com assistência técnica in loco da equipe brasileira. A capacidade instalada chega a 1.500 armas por dia, com potencial de produção anual de até 250 mil unidades. Entre os produtos fabricados estão pistolas das séries TS9 e PT57, revólveres, carabinas/submetralhadoras T9 e o fuzil T4 5,56 x 45 mm, destinados aos mercados civil, policial, paramilitar e militar.

Desde o início das operações, a empresa acumula uma série de conquistas no mercado institucional indiano. Em 2024, a submetralhadora JD Taurus T9 venceu uma licitação para o fornecimento de 550 unidades ao Exército indiano, primeira vitória militar da empresa logo após o início da produção. Em maio de 2025, a pistola TS9 9 mm foi selecionada para equipar a Railway Protection Force (RPF), a polícia ferroviária indiana. Em junho de 2025, uma nova licitação de pistolas 9 mm para um órgão policial estadual foi vencida pela joint venture, consolidando a presença da marca no segmento de segurança pública.

No início de 2026, a JD Taurus conquistou dois contratos militares expressivos: em janeiro, fechou o fornecimento de 5.368 pistolas TS9 às Forças Armadas Policiais Centrais (CAPF) da Índia; em março, assinou novo contrato para entregar 6.136 unidades da mesma pistola à Força-Tarefa Especial de Uttar Pradesh, unidade de elite do estado mais populoso do país. Somados, os dois pedidos ultrapassam 11,5 mil armas entregues ou a entregar em menos de dois meses. As vendas civis cresceram mais de 60% em 2025, e a operação na Índia já contribui positivamente para o resultado da Taurus via equivalência patrimonial. A empresa monitora ainda licitações em andamento que podem envolver cerca de 70 mil armas, com valor estimado em 30 milhões de dólares.

Na maior licitação de armas leves já realizada no mundo, aberta pelo Ministério da Defesa da Índia para a aquisição de cerca de 425 mil fuzis, a JD Taurus concorreu com o fuzil T4 5,56 mm e terminou classificada em 3.º lugar. Apesar de não vencer o certame, a participação confirmou a capacidade técnica da empresa para operar em concorrências de escala global, e as lições extraídas do processo fortalecem o posicionamento da joint venture nas disputas em curso.


Make in India e Atmanirbhar Bharat como pano de fundo
A joint venture se insere nas políticas industriais indianas Make in India e Atmanirbhar Bharat (Índia autossuficiente), iniciativas do governo do primeiro-ministro Narendra Modi para reduzir a dependência de importações e fortalecer a base industrial de defesa local. A JD Taurus é uma das primeiras empresas privadas a operar uma fábrica de armas leves no estado de Haryana, e seu portfólio registra agregação de valor entre 50% e 100% no território indiano para diferentes categorias de produto. A visão da Taurus como Empresa Estratégica de Defesa do Brasil e integrante da Base Industrial de Defesa (BID) confere à parceria respaldo institucional dos dois lados.

A presença da IBCC na visita ilustra o papel crescente da câmara como ponte institucional entre empresas e governos dos dois países. Fundada em 2003 e com escritório na Índia desde 2007, a organização sem fins lucrativos atua na prospecção de oportunidades, formulação de alianças estratégicas e articulação com entidades governamentais indianas e brasileiras. A chefe do escritório indiano, Dana Blackman, acompanhou a delegação como facilitadora do diálogo entre os representantes diplomáticos e a liderança da joint venture.

Tecnologia brasileira como vetor de exportação estratégica
Para o Brasil, a JD Taurus representa uma mudança qualitativa em seu perfil exportador: um país historicamente associado à exportação de commodities começa a transferir tecnologia de ponta para um dos maiores mercados do mundo em um setor estratégico. O CEO global da Taurus Armas, Salesio Nuhs, já havia destacado que a Índia representa um potencial ainda maior do que o crescimento extraordinário registrado pela empresa em 2021 nos Estados Unidos. A lógica financeira favorece a Taurus: como sua contribuição é essencialmente tecnológica, os 49% dos resultados da joint venture chegam com margens expressivas, sem os custos de capital que recaem sobre a Jindal Defence.

Do lado indiano, a parceria com a Taurus sinaliza a disposição do Grupo Jindal de ocupar espaço no mercado de defesa que até recentemente era dominado por fabricantes estatais ou por importações. O conflito com o Paquistão em 2025, que aumentou a urgência das aquisições militares, deve acelerar licitações em andamento e ampliar a relevância estratégica da capacidade produtiva já instalada em Hisar.

A visita de 8 de maio, ainda que de natureza institucional e técnica, reflete a consolidação de uma das parcerias industriais mais significativas entre Brasil e Índia nas últimas décadas. Com produção em escala, contratos militares conquistados e um portfólio em expansão, a JD Taurus caminha para se tornar referência no mercado de armas leves da Ásia Meridional e um capítulo relevante na história da diplomacia econômica brasileira.

Postagem em destaque