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24 junho, 2026
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Hi-Mix Eletrônicos conquista credenciamento de Empresa Estratégica de Defesa
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| Planta industrial em Pato Branco |
*LRCA Defense Consulting - 24/06/2026
A Hi-Mix Eletrônicos, fabricante paranaense de manufatura eletrônica, recebeu do Ministério da Defesa o credenciamento como Empresa Estratégica de Defesa (EED), conforme portaria publicada em 27 de maio de 2026. O reconhecimento insere oficialmente a companhia na Base Industrial de Defesa (BID) brasileira, conjunto de organizações habilitadas a atuar em projetos considerados estratégicos para a soberania, a segurança e a autonomia tecnológica do país.
O que é uma Empresa Estratégica
de Defesa
A classificação de Empresa
Estratégica de Defesa foi instituída pela Lei nº 12.598, de 21 de março de
2012, que estabelece normas especiais para compras, contratações e
desenvolvimento de produtos e sistemas de defesa, além de regras de incentivo à
área estratégica do setor. O enquadramento é regulamentado pelo Decreto nº
7.970/2013 e, atualmente, pela Portaria Normativa GM-MD nº 3.693, de 2 de
agosto de 2024, que disciplina os procedimentos de credenciamento,
descredenciamento e avaliação de Empresas de Defesa (ED) e Empresas
Estratégicas de Defesa (EED).
Para obter o credenciamento como EED, a empresa precisa atender a requisitos cumulativos: ter em seu objeto social atividades de pesquisa, projeto, desenvolvimento, industrialização ou prestação de serviços ligados a produtos de defesa; deter domínio tecnológico sobre processos críticos realizados em território nacional; e comprovar capacidade técnica, segurança da cadeia produtiva e regularidade fiscal e trabalhista. O processo tramita pelo Sistema de Cadastramento de Produtos e Empresas de Defesa (SisCaPED) e passa pela análise técnica das Forças Armadas antes de ser submetido à Comissão Mista da Indústria de Defesa (CMID) e, por fim, à assinatura do ministro de Estado da Defesa.
O peso do credenciamento para a Hi-Mix Eletrônicos
Mais de três décadas em
manufatura eletrônica
Fundada em 1994 em Curitiba
(PR), onde possui hoje um escritório comercial, a Hi-Mix Eletrônicos é uma das maiores empresas brasileiras de manufatura eletrônica
com capital cem por cento nacional. A companhia opera no modelo de Electronic
Manufacturing Service (EMS), prestando serviços de terceirização que vão da
montagem de placas em tecnologia de superfície (SMT) e tecnologia tradicional
(THT) até a integração completa de produtos, conhecida como box build,
prototipagem, design for manufacturing (DFM), design for test
(DFT) e suporte ao ciclo de vida do produto.
A principal planta industrial está em Pato Branco (PR), cidade polo de ensino superior em tecnologia no sudoeste paranaense, com área total de cerca de 47 mil m² e capacidade produtiva superior a um milhão de componentes por hora. A empresa soma certificações como ISO 9001, ISO 14001, IATF 16949, ISO 13485, ISO/IEC 80079-34 (atmosferas explosivas) e AS 9100, esta última voltada a fornecedores do setor aeroespacial e de defesa.
Defesa e aeroespacial já
constavam na carteira
Mesmo antes do credenciamento,
o segmento de defesa e aeroespacial já figurava entre as áreas de atuação
divulgadas pela Hi-Mix Eletrônicos, ao lado de agricultura de precisão, automação bancária
e industrial, automotivo, energia, internet das coisas, telecomunicações de
próxima geração, segurança e controle e tecnologia médica. A obtenção do título
de EED formaliza, perante o Ministério da Defesa, uma capacidade industrial que
a empresa já buscava posicionar para clientes de aplicações críticas.
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| Planta industrial em Pato Branco |
Mais uma peça na Base
Industrial de Defesa
O credenciamento da Hi-Mix Eletrônicos ocorre em meio à movimentação recente de novos ingressos na lista de empresas
reconhecidas como EED ou ED no país, processo acompanhado pela Comissão Mista
da Indústria de Defesa, colegiado que assessora o ministro da Defesa em
decisões sobre a indústria nacional de defesa e se reúne trimestralmente. Para
fornecedoras de manufatura eletrônica, a entrada na BID amplia o acesso a
benefícios previstos na Lei nº 12.598/2012, como o Regime Especial Tributário
para a Indústria de Defesa (Retid) e regras diferenciadas de licitação, ao
mesmo tempo em que impõe obrigações de relatórios periódicos sobre produção,
comércio e impactos na cadeia produtiva ao Ministério da Defesa e ao Ministério
do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Ministério da Defesa e Fiesp firmam acordo de cooperação para a Base Industrial de Defesa
Documento assinado em São Paulo prevê capacitação de adidos militares, promoção comercial dos produtos nacionais e intercâmbio de informações entre o governo federal e o empresariado paulista
*LRCA Defense Consulting - 24/06/2026
O Ministério da Defesa (MD) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) assinaram, na segunda-feira (22), na sede da Fiesp, em São Paulo, um Acordo de Cooperação voltado ao desenvolvimento da Base Industrial de Defesa (BID). O documento foi firmado pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, e pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, durante reunião de diretoria da entidade.
O que prevê o acordo
Segundo o Ministério da Defesa,
o acordo estabelece a execução de ações de interesse recíproco, em regime de
mútua colaboração e sem transferência de recursos entre as partes. O foco está
no desenvolvimento e na promoção de produtos e serviços de defesa e segurança
brasileiros, além do intercâmbio de informações e da contribuição para o
aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas ao setor.
Plano de trabalho e capacitação
Na mesma ocasião, foi firmado o
Plano de Trabalho vinculado ao acordo, que detalha ações de capacitação e
promoção da BID. Estão previstas atividades para os alunos do Estágio para
Diplomatas e Adidos Militares Estrangeiros, promovido pela Escola Superior de
Defesa (ESD), e para o Curso de Gestão de Recursos de Defesa no estado de São
Paulo, com apoio técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(Senai/SP).
O secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues, afirmou que o acordo deve ampliar a capacitação de adidos militares brasileiros designados para missões no exterior, de modo que conheçam melhor a indústria nacional de defesa e possam contribuir para a promoção dos seus produtos no mercado internacional. Segundo ele, a parceria também alcança adidos estrangeiros no Brasil e representa uma oportunidade de estimular as exportações do setor.
O plano também prevê capacitações destinadas às próprias empresas da BID, com foco no aprimoramento de processos, na qualificação para atuação junto à administração pública e no desenvolvimento de estratégias de negócios. Devem participar das atividades integrantes do MD, militares das Forças Armadas designados como adidos de defesa e representantes das empresas do setor.
Repercussão
Para o ministro da Defesa, a
cooperação com a Fiesp amplia oportunidades para a indústria nacional e
contribui para que o país avance com autonomia tecnológica, a partir de
planejamento e responsabilidade. Já o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, avaliou
que a parceria representa um passo importante para que o Brasil ocupe posição
de protagonismo na produção de tecnologias e na geração de empregos
qualificados, ampliando a competitividade do setor.
Uma cooperação de longa data
A relação entre o Ministério da
Defesa e a Fiesp não é recente. Desde 2006, o Departamento da Indústria de
Defesa da federação, o Comdefesa, sedia o Curso de Gestão de Recursos de Defesa
(CGERD), voltado à qualificação de representantes da BID. Em 2020, as duas
instituições firmaram um primeiro Acordo de Cooperação Técnica, que resultou,
entre outras iniciativas, no projeto de criação de uma fintech voltada ao
financiamento do setor de defesa, anunciado em reunião na sede da Fiesp.
O novo acordo, assinado nesta semana, amplia o alcance dessa parceria histórica, incorporando ações específicas de promoção internacional por meio de adidos militares e reforçando a interlocução entre o governo federal e o empresariado paulista. O movimento se soma a outras iniciativas recentes do Ministério da Defesa voltadas ao fortalecimento da BID, como a parceria firmada em outubro de 2024 com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do Observatório Nacional da Indústria, com vigência de seis anos e foco em inteligência de dados para monitorar orçamento, financiamento e oportunidades comerciais do setor.
A Base Industrial de Defesa em
números
De acordo com o Ministério da
Defesa, a BID responde por cerca de 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos
no país e por aproximadamente 3,49% do Produto Interno Bruto (PIB), abrangendo
a produção de aeronaves, embarcações, sistemas de comunicação segura, soluções
cibernéticas, radares e satélites, entre outros segmentos. Em 2025, o setor
registrou autorizações de exportação de produtos de defesa da ordem de US$ 3,4
bilhões, recorde histórico para a indústria nacional.
O acordo com a Fiesp se insere nesse movimento de expansão da BID, somando-se aos esforços do governo federal para ampliar a competitividade e a autonomia tecnológica do setor.

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