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10 julho, 2026

Polo de Defesa de Itajaí: articulação institucional busca ampliar participação catarinense na Base Industrial de Defesa

Primeira reunião do Polo Itajaiense da Base Industrial de Defesa e Segurança reúne poder público, entidades e universidade em torno de um estado que já ocupa a terceira posição no ranking nacional de empresas credenciadas 

Primeira reunião de articulação do Polo Itajaiense da Base Industrial de Defesa e Segurança (Foto: Michela França, no LinkedIn)

*LRCA Defense Consulting - 10/07/2026

Santa Catarina deu um novo passo institucional para ampliar sua presença na indústria de defesa brasileira. No dia 1º de julho, Itajaí sediou a primeira reunião de articulação do Polo Itajaiense da Base Industrial de Defesa e Segurança, iniciativa que reúne poder público municipal, entidades de classe e instituições de ensino em torno de uma agenda comum para o setor. Participaram do encontro representantes da Procuradoria-Geral do Município, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, da Secretaria da Fazenda, da Invest Itajaí, da Secretaria de Segurança Pública, da Câmara de Vereadores de Itajaí, da Fiesc, do Sebrae e da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

Um protocolo que já vinha se desenhando
A reunião de julho não nasce isolada. Em 21 de maio, durante a abertura da 4ª edição da SC Expo Defense, Inovação e Tecnologia, realizada na sede da Fiesc em Florianópolis, Fiesc, Sebrae e a prefeitura de Itajaí já haviam assinado um protocolo de intenções para a criação do polo. Segundo o procurador do município, Jean Carlos Gorges, o protocolo deve resultar, adiante, em um projeto de lei municipal voltado a fomentar a atividade de defesa em Itajaí. A proposta prevê articulação entre poder público, instituições de ensino e setor empresarial para atrair investimentos, estimular a inovação tecnológica e ampliar a participação de empresas locais na cadeia produtiva da defesa.

Assinatura do termo de parceria entre prefeitura, Fiesc e Sebrae, durante a abertura da 4ª edição da SC Expo Defense

Por que Santa Catarina, por que agora
O momento escolhido para a iniciativa não é casual. Segundo dados apresentados pela Fiesc durante a SC Expo Defense, Santa Catarina soma atualmente 33 empresas credenciadas pelo Ministério da Defesa como Empresa de Defesa (ED) ou Empresa Estratégica de Defesa (EED), o equivalente à terceira posição no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O crescimento é recente: em 2016, o estado tinha apenas uma empresa credenciada nessa condição. Em valor movimentado, o desempenho também chamou atenção: as vendas da indústria catarinense para o setor de defesa somaram R$ 211,8 milhões em 2025, um salto de 178% em relação aos R$ 76,1 milhões registrados em 2024, com a participação de 219 empresas fornecedoras.

A cadeia produtiva mobilizada vai além dos fabricantes tradicionais de armamento. De acordo com o artigo que relatou a reunião de articulação, publicado pela consultora em inovação Michela França, estão envolvidos segmentos como construção naval, tecnologia da informação, automação, metalmecânica, logística, cibersegurança e sistemas embarcados. Chama atenção também o perfil das empresas: cerca de 40% das empresas estratégicas de defesa instaladas em Santa Catarina são microempresas, pequenas empresas ou startups, o que indica que as oportunidades do setor não se restringem às grandes indústrias.

Itajaí, ponta de lança catarinense
Dentro desse cenário estadual, Itajaí ocupa posição de destaque por razões que antecedem o próprio polo. O município concentra o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), conduzido pela Marinha do Brasil em parceria com o Consórcio Águas Azuis, formado por Thyssenkrupp Marine Systems (TKMS), Embraer Defesa & Segurança e Atech. O programa, orçado em cerca de R$ 12 bilhões, já entregou a primeira fragata, a Tamandaré (F200), lançou ao mar a Jerônimo de Albuquerque (F201) e a Cunha Moreira (F202), e sustenta hoje mais de 23 mil empregos diretos, indiretos e induzidos na região, segundo dados oficiais. É essa base industrial e portuária, somada à tradição naval do município, que a proposta do Polo Itajaiense pretende usar como alavanca para atrair novas empresas e ampliar as cadeias de fornecimento locais.

O protagonismo do estaleiro TKMS Brasil Sul também já rendeu vitrine internacional a Itajaí. Em 29 de abril, o Ministério da Defesa, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e o BNDES, levou ao estaleiro uma comitiva de 22 embaixadores e representantes diplomáticos, entre eles Argélia, Argentina, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul e Turquia, com o objetivo de apresentar a capacidade tecnológica do setor naval brasileiro e prospectar parcerias e possíveis exportações. O episódio, embora anterior e distinto da reunião de articulação do polo, reforça o argumento central da iniciativa: o de que Itajaí já reúne credenciais para se consolidar como referência nacional, e não apenas catarinense, na Base Industrial de Defesa.

O que vem a seguir
Por ora, o Polo Itajaiense da Base Industrial de Defesa e Segurança é uma estrutura de articulação, não uma entidade formalizada nem um distrito industrial com incentivos definidos. O objetivo declarado, segundo os participantes da reunião de julho, é construir uma agenda conjunta entre empresas, universidades, entidades e poder público para ampliar a capacidade das empresas locais, estimular a inovação e fortalecer a presença de Santa Catarina em mercados nacionais e internacionais. O desdobramento institucional mais concreto até aqui é a expectativa de um projeto de lei municipal em Itajaí, ainda sem data definida, que deve formalizar os instrumentos de fomento à atividade de defesa no município.

Para o setor produtivo catarinense, o teste real do polo estará em transformar essa articulação em resultado prático: novos credenciamentos de empresas estratégicas de defesa, contratos efetivos na cadeia de fornecimento do PFCT e de outros programas, e a atração de startups e pequenas empresas de tecnologia para um mercado que, em Santa Catarina, ainda está em franca expansão.

Exército recebe robô nacional de neutralização de explosivos fabricado pela Ambipar Robotics

Equipamento produzido em Jacareí (SP) vai reforçar a proteção de equipes de desativação e atender requisitos da ONU para missões de paz


*L
RCA Defense Consulting - 10/07/2026

O Exército Brasileiro, por intermédio do Departamento de Engenharia e Construção (DEC), formalizou a aquisição de um robô de neutralização de artefatos explosivos de fabricação nacional, produzido pela empresa Ambipar Robotics, sediada em Jacareí, no interior de São Paulo. O anúncio foi feito pela própria Força nesta sexta-feira (10), por meio de nota publicada em seu portal oficial.

O equipamento é um robô EOD, sigla em inglês para Explosive Ordnance Disposal (neutralização de artefatos explosivos), destinado a reduzir a exposição de militares durante ações de desativação em campo. A plataforma opera por controle remoto, permitindo que equipes especializadas identifiquem, manipulem e neutralizem ameaças explosivas sem a necessidade de aproximação direta em etapas críticas da operação.

Requisito da ONU
Segundo o Exército, a incorporação do robô visa atender aos requisitos do Sistema de Preparação para Capacidades de Manutenção da Paz da Organização das Nações Unidas (Peacekeeping Capability Readiness System, ou UNPCRS), mecanismo que estabelece as condições de prontidão de tropas para missões no exterior. Reportagens do setor de defesa publicadas em maio de 2026 já haviam noticiado a entrega de um robô EOD da Ambipar Robotics ao 6º Batalhão de Engenharia de Combate, sediado em São Gabriel (RS), unidade que participa de ciclos de treinamento para certificação de tropas em missões de paz. A nota oficial do Exército divulgada nesta sexta-feira não especifica se a aquisição agora anunciada se refere ao mesmo equipamento entregue àquela unidade ou a um novo lote, de modo que a relação entre os dois anúncios ainda carece de confirmação.

 

Múltiplas funções
De acordo com o Exército, o robô possui múltiplas funções e foi configurado para emprego em missões da ONU, operações militares convencionais, ações de ajuda humanitária e apoio subsidiário à segurança. A incorporação do material integra o planejamento de logística e capacidade operacional da Força Terrestre, disponibilizando novas ferramentas tecnológicas para as atividades de engenharia e segurança.

Integração entre indústria, academia e Exército
O processo de obtenção do equipamento foi conduzido pela Diretoria de Material de Engenharia (DME), com suporte técnico do Sistema Defesa, Indústria e Academia, iniciativa que integra o setor militar ao meio acadêmico e ao mercado corporativo para o desenvolvimento de soluções voltadas à Base Industrial de Defesa (BID) nacional. Segundo informações do setor de defesa, o robô foi desenvolvido com apoio da empresa Detronics.

Fim da dependência de robôs importados
A chegada de um robô EOD de fabricação nacional é relevante porque o Exército operava, até então, equipamentos importados nessa função, como os modelos alemães tEODor e Telemax. Peças desses sistemas chegaram a ser reproduzidas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), da Força Aérea Brasileira, em apoio ao Exército, diante da indisponibilidade de componentes originais por prazos superiores a dois anos, em razão do alto custo de manutenção e dos longos prazos de aquisição no exterior. A produção nacional do robô EOD reduz essa dependência, ao concentrar no País a fabricação, a manutenção e a reposição de peças do equipamento.

 

Presença da Ambipar Robotics no setor de defesa
A Ambipar Robotics já fornece plataformas robóticas para outras finalidades, como o robô de combate a incêndios STW Response, usado por brigadas em operações de resgate. A entrada da empresa no segmento de robôs EOD amplia sua presença na Base Industrial de Defesa nacional, em um momento em que outras companhias do setor, como a Taurus Armas, sinalizam interesse no desenvolvimento de veículos terrestres não tripulados (UGV) para uso militar.

Se a Ambipar conseguir evoluir a plataforma e agregar sensores, inteligência artificial e maior capacidade de manipulação, o equipamento poderá tornar-se um produto competitivo também no mercado internacional. 

09 julho, 2026

Embraer entrega primeiro E175 de fábrica à Air Peace e amplia presença na África

Aeronave de 88 assentos chega a Lagos e reforça a estratégia da fabricante brasileira de preencher o vazio de conectividade intra-africana com jatos regionais


*LRCA Defense Consulting - 08/07/2026

A Embraer entregou à Air Peace, maior companhia aérea da Nigéria, o primeiro Embraer E175 de fábrica já operado pela empresa nigeriana. A aeronave, configurada para 88 assentos em arranjo 2 por 2, sem assentos centrais, e registrada como 5N-CGH, pousou no aeroporto internacional Murtala Muhammed, em Lagos, na noite de terça-feira, 7 de julho de 2026, por volta das 20h32 no horário local, ao fim de um voo de translado (ferry flight) partido do Brasil. A entrega foi formalizada em 30 de junho, em São José dos Campos, sede da fabricante, logo após a conclusão da montagem do jato.

Segundo comunicado da Embraer, a aeronave foi projetada para operações de curta e média distância e soma-se à frota que a Air Peace já opera com os modelos E195-E2 e ERJ145, ambos também fabricados pela empresa brasileira. A companhia nigeriana mantém ainda Boeing 777 para rotas de longo curso e Boeing 737, além de outros Embraer E190. Nos últimos meses, a Air Peace expandiu sua malha internacional com voos diretos para Londres e para o Caribe (Antígua e Barbuda), e obteve aprovação regulatória para operar rotas com destino ao Brasil.

Marco no crescimento da Air Peace
Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, associou a entrega à busca das companhias aéreas por aeronaves de tamanho adequado à demanda, capazes de ampliar conectividade sem abrir mão de eficiência. Já o presidente e CEO da Air Peace, Allen Onyema, descreveu a chegada do E175 como um marco no crescimento da companhia, destacando o compromisso com a modernização da frota doméstica e regional. O porta-voz da empresa, Efe Osifo-Whiskey, acrescentou que a aeronave amplia a flexibilidade operacional da Air Peace tanto para reforçar frequências em rotas já existentes na Nigéria quanto para abrir serviços a quatro novos destinos africanos.

Estratégia mais ampla da Embraer para o continente africano
A operação se insere em uma estratégia mais ampla da Embraer para o continente africano. O relatório Africa Connectivity Report 2026, divulgado pela fabricante, identificou 55 pares de cidades africanas com potencial de tráfego relevante, mas ainda sem voos diretos entre si, ante 45 pares mapeados na edição de 2025. Segundo a Embraer, a África concentra cerca de 18% da população mundial, mas responde por apenas 2% do tráfego aéreo global, um descompasso atribuído sobretudo à falta de conectividade ponto a ponto e à dependência de conexões por aeroportos fora do continente, na Europa ou no Oriente Médio. Corredores importantes, como Cidade do Cabo–Lagos, Cidade do Cabo–Lusaka e Dacar–Libreville, seguem sem ligação direta apesar da demanda identificada.

A fabricante avalia que boa parte dessas rotas não sustenta aeronaves de fuselagem estreita tradicionais, mas se encaixa no perfil de jatos regionais e pequenos narrowbodies como o E175, que a própria Embraer descreve como o modelo mais eficiente de sua categoria. A companhia afirma operar hoje mais de 300 aeronaves na África, distribuídas entre mais de 75 operadores, com participação superior a 30% no segmento de até 150 assentos, o que a tornaria a maior fabricante de aviação regional do continente em tamanho de frota.

Airlink e Africa World Airlines: modelo funciona, mas com disciplina e planejamento
Ainda assim, analistas do setor apontam que a penetração da Embraer na África segue aquém do potencial sugerido por esses números. Em análise publicada no fim de junho, o especialista em aviação Derek Nseko argumenta que decisões de frota no continente costumam privilegiar o simbolismo político e a familiaridade com Boeing e Airbus em detrimento da economia operacional, além de esbarrar em custos de introdução de um novo tipo de aeronave (treinamento de tripulações, peças de reposição, manutenção) e em preocupações com capacidade de carga no porão e com a profundidade dos mercados de financiamento e revenda dos jatos da fabricante brasileira. Segundo o autor, os casos da sul-africana Airlink e da ganense Africa World Airlines, que construíram operações rentáveis em torno de frotas Embraer bem dimensionadas à demanda real, mostram que o modelo funciona quando acompanhado de disciplina de rede e de planejamento comercial adequado.

O E175 já opera na África por meio da Airlink, na África do Sul, e a aposta da Embraer é que a Air Peace passe a seguir um caminho semelhante. Para a fabricante, a Nigéria e o mercado regional do oeste e centro africanos reúnem exatamente o tipo de rota fragmentada e de demanda ainda em consolidação que o E175 foi concebido para atender, com potencial de replicação por outras companhias do continente caso a operação da Air Peace se mostre bem-sucedida.

08 julho, 2026

BERINGER AERO é selecionada para fornecer rodas e freios ao eVTOL da Eve Air Mobility

Fabricante francesa confirma, em publicação nas redes sociais, contrato de sistemas de frenagem leves para o programa Eve-100, subsidiária da Embraer dedicada à mobilidade aérea urbana


*LRCA Defense Consulting - 08/07/2026 (atualizada em 09/07, às 11:40)

A BERINGER AERO, fabricante francesa especializada em rodas e freios para aeronaves, anunciou nesta terça-feira (07), por meio de publicação no LinkedIn, ter sido selecionada para fornecer os sistemas de rodas e freios do eVTOL desenvolvido pela Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer voltada à mobilidade aérea urbana avançada. Segundo a empresa, a colaboração prevê o fornecimento de sistemas de frenagem leves e de alto desempenho, projetados para atender aos requisitos de segurança, confiabilidade e desempenho exigidos por uma aeronave de decolagem e pouso vertical.

Em sua publicação, a BERINGER AERO afirmou ter orgulho de integrar o que descreveu como um programa inovador de aeronaves eVTOL, classificando a parceria como uma oportunidade de contribuir para o futuro da mobilidade aérea avançada. A empresa acrescentou que, à medida que a aviação evolui, mantém o compromisso de desenvolver tecnologias que ajudem a moldar a próxima geração de voos.

O anúncio se soma a referências anteriores da própria BERINGER AERO à sua atuação junto ao programa da Embraer. Em material de divulgação distribuído durante a feira AERO, a empresa já havia citado o desenvolvimento de soluções avançadas de rodas e freios em parceria com a Embraer no âmbito do programa eVTOL Eve-100, o que sugere, em caráter condicional, que a publicação mais recente no LinkedIn represente a formalização ou a divulgação ampliada de uma colaboração já em curso, e não necessariamente o início de uma nova relação comercial. A BERINGER AERO não detalhou, em sua publicação, valores contratuais, cronograma de entregas ou especificações técnicas do sistema de rodas e freios destinado ao eVTOL.

O programa Eve-100 é conduzido pela Eve Air Mobility, empresa de mobilidade aérea urbana controlada pela Embraer e listada na Bolsa de Nova York. O protótipo de engenharia em escala real da aeronave, de configuração lift+cruise e oito rotores dedicados ao voo vertical, realizou seu voo inaugural em 19 de dezembro de 2025 e já acumula dezenas de ensaios em voo na unidade de testes da Embraer em Gavião Peixoto, interior de São Paulo. A empresa projeta a transição para voos de cruzeiro ainda em 2026 e mantém carteira superior a 2.700 compromissos comerciais, com clientes como United Airlines e Republic Airways.

O fornecimento anunciado pela BERINGER AERO refere-se, especificamente, à configuração de rodas do trem de pouso do Eve-100, e não ao protótipo de engenharia atualmente em testes. A aeronave que realizou o voo inaugural em dezembro de 2025 utiliza trem de pouso do tipo skid (patins fixos, sem rodas), configuração adotada nessa fase de ensaios em voo. Já a versão de produção do Eve-100, segundo atualizações de projeto divulgadas pela própria Eve Air Mobility, terá rodas como configuração padrão de entrada em serviço, com patins leves oferecidos como opção para reduzir o consumo de energia durante o táxi no solo. 

O sistema fornecido pela BERINGER AERO aplica-se, portanto, a essa configuração de produção com rodas, e não ao esqui do protótipo em testes, o que ajuda a situar o contrato numa fase posterior do programa. Tecnicamente, o freio segue a lógica já empregada pela BERINGER AERO em aeronaves de asa fixa leve, com rotor e pinça atuando sobre a roda, adaptado aos requisitos de peso e ao regime de ciclos de pouso vertical do eVTOL. 

Fundada em 1985 e dedicada à aviação desde o início dos anos 2000, a BERINGER AERO fabrica rodas e freios certificados para aeronaves civis, com operações na França e nos Estados Unidos. A empresa detém certificações da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) e da autoridade francesa de aviação civil (DGAC) para o projeto e a produção de seus componentes, e soma mais de uma dezena de patentes internacionais relacionadas a tecnologias de frenagem.

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