Pesquisar este portal

30 novembro, 2025

Parceria inovadora: i-charging desenvolve carregador sob medida para eVTOL da Eve Air Mobility

 


*LRCA Defense Consulting - 30/11/2025

A i-charging, empresa portuguesa de destaque em tecnologia para mobilidade elétrica, foi escolhida pela Eve Air Mobility para fornecer soluções de carregamento no solo para sua aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL). A parceria marca a entrada da i-charging no inovador segmento da Mobilidade Aérea Urbana, fortalecendo o futuro da mobilidade sustentável.

Após um rigoroso processo de seleção, a i-charging se destacou pela excelência tecnológica, confiabilidade comprovada em mercados internacionais e compromisso com a inovação. O carregador desenvolvido para a Eve Air Mobility é resultado da combinação da expertise da i-charging com as demandas específicas do eVTOL, um veículo concebido para revolucionar o transporte urbano.

O equipamento criado mantém os diferenciais da tecnologia i-charging, incluindo eficiência energética, monitoramento remoto, gerenciamento inteligente de carga e conformidade com normas internacionais de segurança e cibersegurança. Projetado do zero, o sistema de carregamento é otimizado para garantir a rápida recarga das aeronaves, além de integrar-se perfeitamente com a infraestrutura aeroportuária moderna, fator crucial para a operação contínua dos eVTOLs.

Pedro Moreira da Silva, CEO da i-charging, ressaltou a importância desse contrato para a empresa: "Esta é uma oportunidade histórica. A confiança da Eve Air Mobility em nossa tecnologia reafirma a qualidade e inovação que entregamos. Estamos determinados a oferecer uma solução tão revolucionária quanto o próprio eVTOL."

Esse avanço demonstra o comprometimento da i-charging em contribuir para uma nova era de transporte urbano, alinhando tecnologia de ponta e sustentabilidade. O contrato inclui fornecimento de equipamentos e suporte técnico durante toda a vida operacional das aeronaves da Eve, consolidando uma parceria estratégica no desenvolvimento da mobilidade elétrica aérea.

Com essa iniciativa, a i-charging reforça seu papel pioneiro e abre caminho para novas soluções elétricas que transformarão o modo como as cidades e regiões se conectam, antecipando o futuro da mobilidade aérea limpa e eficiente. 

Sobre a i-charging
A i-charging é uma empresa portuguesa fundada em 2019, especializada em soluções tecnológicas para o carregamento de veículos elétricos, incluindo veículos leves e pesados. Com forte foco em inovação, a empresa oferece um ecossistema completo que vai além dos carregadores, incluindo ferramentas digitais e serviços para otimizar toda a jornada do consumidor na mobilidade elétrica. A i-charging é reconhecida internacionalmente por seu design premiado e tecnologia avançada, estando presente em mais de 40 países com certificações de segurança e eficiência que atendem aos mercados globais mais exigentes.

A empresa se destaca por um modelo de crescimento acelerado e inovador, que combina hardware e software integrados, e um modelo fabless que permite agilidade e escalabilidade no desenvolvimento de suas soluções. Em 2025, a i-charging foi premiada com o Prêmio PME Inovação COTEC-BPI, que reconhece sua capacidade de transformar conhecimento em crescimento sustentável e competitividade internacional. É considerada uma das startups mais promissoras da Europa no setor de mobilidade elétrica, com investimentos expressivos em pesquisa e desenvolvimento para ampliar seu portfólio tecnológico e inovador.

Com essa base sólida, a i-charging vem ampliando sua atuação no mercado, agora também no segmento de Mobilidade Aérea Urbana, como no caso da parceria com a Eve Air Mobility para fornecer carregadores para aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), reafirmando seu papel de protagonista na transição para um futuro sustentável em mobilidade. 

Embraer intensifica ofensiva na Europa: KC-390 Millennium chega à Polônia para demonstrações estratégicas

Imagem meramente representativa

*LRCA Defense Consulting - 29/11/2025

A Embraer deu início a uma das etapas mais importantes de sua campanha comercial na Europa na manhã deste sábado (29). O demonstrador do cargueiro tático KC-390 Millennium (matrícula PT-ZNG) pousou no Aeroporto Chopin (EPWA), em Varsóvia, marcando o começo de uma série de avaliações visando o contrato de modernização da frota de transporte da Força Aérea Polonesa.

A aeronave, ostentando sua nova identidade visual corporativa, chegou procedente de Sharm el-Sheikh, no Egito, após concluir um giro promocional pelo Oriente Médio. O pouso na capital polonesa não é apenas uma escala técnica, mas um movimento calculado de diplomacia industrial.

Agenda em Varsóvia
Segundo informações de tráfego aéreo e fontes locais, a agenda do KC-390 na Polônia será intensa nos próximos dias:

  • 1º de Dezembro (Domingo): voo de ambientação sobre o território polonês.

  • 2 de Dezembro (Terça-feira): o "Dia D" da visita. Está programado um voo de demonstração oficial entre 09h00 e 09h45 (hora local) para autoridades militares, governamentais e imprensa especializada. O foco será exibir a versatilidade da aeronave, incluindo suas capacidades de transporte logístico e o sistema de reabastecimento em voo (probe-and-drogue).

  • 3 de Dezembro (Quarta-feira): previsão de partida da aeronave.

Contexto estratégico: programa "Drop"
A visita ocorre em um momento crucial. Varsóvia busca renovar sua capacidade de transporte aéreo médio através do programa "Drop", visando substituir veteranos C-130 Hercules e complementar sua frota. A Embraer posiciona o KC-390 como a solução ideal, oferecendo um jato moderno, mais rápido e com maior disponibilidade que os concorrentes turboélices.

Para vencer a concorrência, a fabricante brasileira colocou na mesa uma proposta agressiva de cooperação industrial. A Embraer considera a Polônia um "parceiro estratégico" e as negociações envolvem não apenas a venda das aeronaves, mas a possibilidade de estabelecer uma Linha de Montagem Final (FAL) no país, além de um centro regional de manutenção e treinamento.

"O demonstrador serve como 'cartão de visitas': a nova pintura, a visibilidade pública e o voo demonstrativo são parte de uma campanha de convencimento para que a Polônia feche contrato pelo KC-390," analisam especialistas do setor.

Se concretizado, o acordo traria investimentos significativos e centenas de empregos de alta tecnologia para a Polônia, consolidando o país como um hub da Embraer na Europa Central e fortalecendo a interoperabilidade entre os membros da OTAN que já selecionaram o cargueiro brasileiro, como Portugal, Hungria, Holanda e República Tcheca.

29 novembro, 2025

Exército Brasileiro valida atualizações no Radar Saber M60 modernizados na Embraer

Imagem meramente ilustrativa

*
LRCA Defense Consulting - 29/11/2025

Entre 3 e 14 de novembro de 2025, militares do Exército Brasileiro concluíram testes de aceitação de fábrica para dois Radares Saber M60 modernizados nas instalações da Embraer, marcando avanço na defesa antiaérea de baixa altitude. O evento integrou representantes da Diretoria de Fabricação (DF), do Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP) e do Batalhão de Manutenção e Suprimento da Artilharia Antiaérea (B Mnt Sup AAAe), demonstrando sinergia entre engenharia e logística militar.​

Capacidades técnicas e modernização
Desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) com parceria da Embraer e Orbita, o Saber M60 é um radar tático 3D móvel que detecta alvos a até 60 km de alcance primário, com teto de 5.000 m e capacidade para rastrear 60 alvos simultaneamente na versão atualizada. As melhorias recentes ampliam precisão, alcance e confiabilidade, integrando-o ao SISDABRA para proteção de áreas estratégicas como bases e usinas.​

Contexto do contrato e operações
Assinado em abril de 2024 durante a LAAD, o contrato prevê a entrega de oito unidades atualizadas, com inspeções prévias pela DF em 2025 para monitorar o progresso. O radar já opera em exercícios como a Operação Agulhas Negras 2025, reforçando sistemas de defesa de curto alcance como o MSHORAD. Essa modernização eleva a interoperabilidade das Forças Armadas brasileiras em cenários de ameaça aérea de baixa altitude.

 

Índia: transporte aéreo em colapso e REVO no limite. O que o Embraer C‑390 pode fazer pela Força Aérea Indiana


*LRCA Defense Consulting - 29/11/2025

A Força Aérea Indiana (IAF) vive hoje um paradoxo incômodo: é uma das maiores do mundo em número de aeronaves de combate, mas opera com margens perigosamente estreitas em dois dos vetores que sustentam qualquer campanha aérea moderna: o transporte e o reabastecimento em voo. Em ambos os casos, as frotas envelhecidas e parcialmente inoperantes transformaram uma limitação técnica em problema estratégico, forçando Nova Délhi a correr contra o tempo para evitar um colapso de capacidade num cenário de crescente tensão com China e Paquistão.​

Reabastecimento aéreo
No reabastecimento aéreo, a situação é emblemática. A IAF dispõe de apenas seis Il‑78MKI, uma frota pequena para o tamanho do país e que há anos sofre com baixa disponibilidade, dificuldades de manutenção e limitações em missões de longo alcance. Para ganhar fôlego, o Ministério da Defesa recorreu ao wet lease de um KC‑135 Stratotanker, operado pela empresa americana Metrea e baseado em Agra, que já começou a apoiar o treinamento de tripulações e a qualificação de caças. Mas há um detalhe crucial: por cláusula contratual, o KC‑135 está restrito a perfis de instrução e não pode participar de operações bélicas, o que evidencia seu papel de “muleta temporária”, e não de reforço efetivo de capacidade em caso de crise.​

Transporte aéreo
No transporte aéreo, o quadro não é menos preocupante. Os veteranos An‑32, adquiridos em grande número ainda na era soviética, têm chegado ao limite da vida útil, com parte da frota já desmobilizada e outra parte operando sob forte restrição de disponibilidade e custo de manutenção. Os Il‑76, por sua vez, continuam relevantes no transporte pesado, mas são poucos, caros de operar e frequentemente deslocados para missões que seriam mais bem atendidas por aeronaves táticas médias, o que desgasta a frota e encarece cada hora de voo.​

A Índia buscou mitigar esse vácuo com a aquisição de C‑17 Globemaster III, que se destacam em missões estratégicas, e com o programa C‑295, que cobre o segmento leve, mas o “miolo” da pirâmide – a faixa de 18 a 30 toneladas de carga útil – segue como um buraco negro de capacidade exatamente no momento em que o Exército demanda maior mobilidade para meios como o tanque leve Zorawar em rotas de alta altitude. É nesse contexto que o governo reativou o Programa de Aeronaves de Transporte Médio (MTA), autorizado para a compra de 60 a 80 aeronaves, com forte ênfase em transferência de tecnologia, produção local e alinhamento às políticas “Atmanirbhar Bharat” e “Make in India”.​


C‑390 Millennium: solução flexível e urgente 
Entre os concorrentes, o C‑390 Millennium da brasileira Embraer desponta com uma combinação pouco comum de desempenho, custo e aderência política. A aeronave, capaz de levar até 26 toneladas a cerca de 470 nós, operar em pistas curtas e não preparadas, e assumir funções que vão de transporte de tropas a evacuação aeromédica e missões humanitárias, já acumula mais de 20 mil horas de voo em serviço com taxas de conclusão de missão acima de 99%. 

Em sua variante KC‑390, soma ainda a função de avião‑tanque e receptor, permitindo que uma parte da frota MTA cumpra duplo papel: reforçar o transporte tático e, ao mesmo tempo, gerar surtidas adicionais de reabastecimento em áreas avançadas, reduzindo a pressão sobre os Il‑78 e a dependência de arrendamentos como o KC‑135 “de treino”.​

No plano industrial e político, a Embraer moveu peças importantes. A empresa firmou com o Grupo Mahindra um acordo de cooperação estratégica que prevê comercialização conjunta, industrialização, montagem local, cadeia de suprimentos e MRO na Índia – com a ambição explícita de transformar o país em hub regional do C‑390. Paralelamente, inaugurou um escritório em Nova Délhi para coordenar negócios em defesa, aviação comercial, executiva e mobilidade aérea urbana, reforçando a narrativa de compromisso de longo prazo com o mercado indiano.​

Analistas militares em Nova Délhi, como o marechal‑do‑ar (reformado) Anil Chopra, apontam que a combinação de carga útil adequada para transportar o Zorawar, velocidade superior à de cargueiros turboélice e a prontidão da Embraer em discutir transferência de tecnologia e montagem local colocam o C‑390 em posição privilegiada frente ao C‑130J e ao A400M, este último mais capaz em carga, porém mais caro e de operação mais pesada. 

Se a Índia caminhar para o teto de 80 aeronaves e optar por configurar uma fração delas como KC‑390, estará não apenas reconstruindo a espinha dorsal de transporte tático, mas também criando uma malha de reabastecimento flexível e distribuída, algo crítico em um teatro vasto e fragmentado como o sul da Ásia.​

Nesse cenário, a urgência do MTA deixa de ser apenas um número em um plano plurianual e passa a representar uma linha de defesa contra a perda de credibilidade dissuasória da IAF. O leasing de um KC‑135 “que não pode ir à guerra”, embora seja fundamental para o treinamento dos pilotos da IAF, é um lembrete contundente de que soluções emergenciais ou improvisadas normalmente têm prazo de validade.

A escolha do futuro cargueiro médio, e de quanto da frota será capaz também de reabastecer em voo, dirá se a Índia continuará a depender de soluções provisórias ou se vai, de fato, fechar a janela de vulnerabilidade em que hoje se encontra. 

Postagem em destaque